domingo, 15 de abril de 2018

GUERREIROS DO ALMIRANTE 2018: NOTA OFICIAL

Nesta sexta-feira (13/04), foi anunciado mais um passo para o fim das festas nas arquibancadas. Depois de proibições de bandeiras, instrumentos musicais, sinalizadores e fumaças, chegou a nossa vez. É isso mesmo. Agora, a limitação é humana. O Ministério Público, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ), o Grupo Especial de Policiamento em Estádios (GEPE) e as diretorias dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro, decidiram separar os membros de Torcidas Organizadas dos demais torcedores no estádio.
Infelizmente, não nos surpreende. O extermínio dos torcedores organizados é pretendido há anos, afinal, é muito mais fácil aplicar medidas drásticas a um núcleo de pessoas do que assumir que a falha é do próprio sistema. Para nos afastar, aumentam o preço dos ingressos, limitam quais materiais podem ou não adentrar nas arquibancadas, transformam em arenas e elitizam o nosso comportamento dentro dos estádios.
Além disso, deram início ao sistema de cadastro dos membros de cada torcida e nós, da Guerreiros do Almirante, somos proibidos de voltar com nosso material porque, a cada encontro no Gepe, nos pedem alguma informação nova nas fichas e carteirinhas, nos impedindo de cumprir com nosso objetivo enquanto Torcida Organizada. Nós temos que identificar, apontar culpados e fiscalizar o nosso espaço, segundo eles. Ou seja: nós fazemos o trabalho que cabe ao Gepe e somos taxados de bandidos porque o sistema de segurança não funciona.
Será que nos enjaulando vão acabar com os problemas que eles julgam serem causados por nós? Será que isso vai impedir os "torcedores" que vão para furtar, brigar, atrapalhar de entrar no estádio? As punições e proibições às organizadas resolveram o problema? As autoridades responsáveis por esta medida já tiveram o prazer de sentar numa arquibancada de cimento, sob o sol quente, torcendo para o seu time sem quaisquer outras intenções além de apoiar? A grande parte da imprensa desportiva -- principalmente comentaristas que sequer sabem os preceitos da Teoria da Comunicação e se acham no poder de formadores de opinião-- vocês já frequentaram, por pelo menos um dia, a rotina de uma Torcida Organizada antes de nos julgarem vagabundos?
E ao senhor Presidente Dr. Alexandre Campello: além de Torcida digital, agora nós também somos torcedores criminosos? Em sua primeira oportunidade de abraçar os vascaínos e lutar pelos nossos direitos, o senhor vai virar as costas pro maior patrimônio do Vasco? A Torcida do Vasco não deve ser lembrada apenas nos momentos de pagar as contas, implorando por sócios torcedores e sim em todos os momentos, somos nós que empurramos o time, seja ele qual for, faça sol ou faça chuva.
Que o futebol deixou de ser o esporte do povo e virou um espetáculo sem emoção todos nós já sabemos. Nossa resistência é pelo Club de Regatas Vasco da Gama e por tudo que ele representa para nós, inclusive pelo histórico de luta pelas minorias. Mas o que estamos vendo ao decorrer dos anos é bem contraditório em relação as nossas raízes.
Nós queremos fazer uma festa livre dentro dos estádios, sem discriminação e preconceito. O torcedor organizado dedica parte de sua vida pelo clube que ama e nós, Guerreiros do Almirante, não vamos nos omitir. A nossa luta é uma só e nada pode impedir o nosso grito. Estamos cansados! Não vamos ficar calados e faremos o possível e o impossível pelos nossos direitos!

Guerreiros do Almirante 2018



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