sábado, 5 de agosto de 2017

FORÇA JOVEM E TOV 1975: VANDALISMO EM BELO HORIZONTE

Não estive em Belo Horizonte. Ouvi com a extraordinária Torcida Vascaína, pelo Rádio, o transcorrer do encontro Vasco e Cruzeiro.
Pela transmissão dos locutores cariocas presentes ao encontro, não tive dúvida em elogiar tudo que se passou no gramado, onde não houve jogo violento e contusões.
Ora, se nada houve de anormal no gramado, tudo me levava a crer que os associados do Vasco da Gama nada tivessem sofrido.
Aconteceu que uma horda  de desordeiros e desocupados , insufiados por indivíduos desclassificados, cometeram os maiores desatinos contra a caravana de torcedores Vascaínos da qual participava grande número de indefesas senhoras.
A Torcida Organizada do Vasco, única que acompanha o Clube, dentro do espírito de integração nacional do futebol brasileiro, adotado pelo ilustre Ministro Ney Braga, e os presidentes Brigadeiro Jerônimo Bastos, do CND e Almirante Heleno Nunes da CBD, não pode ficar sujeita aos riscos de agressões física e outros prejuízos materiais ocasionados por desordeiros irresponsáveis.
A Torcida Organizada do Vasco. Única que possui bens materiais para deslocar-se para todas as partes do Brasil e do exterior, onde é bem acolhida em todas as cidades, não pode admitir, sem protestos, as cenas de vandalismo de Belo Horizonte, cidade culta e acolhedora.
O Vasco representa 40 por cento do total da Torcida de futebol carioca e 20 por cento do total dos torcedores de todos os estados. É um clube fundado em 1898 com um patrimônio fabuloso, sediado no Norte, Sul e Centro do Rio de Janeiro.
O Vasco já mobilizou para Minas Gerais e São Paulo caravanas de associados com maior número de desportistas que muitos clubes desses dois Estados possuem de sócios. Há vinte anos, levamos a Juíz de Fora uma caravana de cerca de três mil associados, em dois trens especiais, ocupamos todos os hotéis e pensões e parte da comitiva foi obrigada a pernoitar nos vagões dos trens que nos esperavam para regresso.
O desportista Manuel Leal de Souza, então dirigente do Clube Atlético Mineiro, poderá afirmar o desfile da juventude Vascaína na Cidade de São João Del Rei, espetáculo desportivo que jamais será repetido.
Minas Gerais é um Estado que está no coração dos Vascaínos.
A campanha sórdida feita por um cronista radiofônico de Belo Horizonte contra o Vasco causou prejuízos ao próprio Cruzeiro. Dos 20 ônibus especiais apenas metade seguiu para Belo Horizonte e parte do público deixou de comparecer ao Mineirão temeroso das desordens verificadas após o encontro, já que no Estádio nada houve de anormal.
Depois dos acontecimentos de domingo em Belo Horizonte, o Vasco e outros Clubes cariocas poderão garantir a integridade de seus associados na saída do Mineirão?
Para quem apelar se está em pauta um caso desportivo?
Se a assistência é a base financeira dos Clubes, das federações e da própria CBD, quais as medidas a serem tomadas?
Felizmente, os propósitos dos Poderes Governamentais de integrar o País através do desporto oferecerão garantias aos torcedores que formam pacificamente suas caravanas, não só para assistirem aos jogos dos seus clubes como, também para conhecerem o seu vasto País em excursões de fraternidade
Fonte: Coluna Zé de São Januário, 26 de Fevereiro de 1975

Força Jovem e TOV Jornal dos Sports 1975

Força Jovem e TOV Jornal dos Sports 1975

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