terça-feira, 28 de março de 2017

CHAMA VASCAÍNA 1974: FUNDAÇÃO

“Vascaínos de todo o Brasil: vimos comunicar que acaba de ser fundada mais uma Torcida do glorioso CR Vasco da Gama. É a Chama Vascaína, composta de torcedores de Niterói e São Gonçalo, que  estreou domingo na partida Vasco x Internacional.
Quem se interessar em pertencer ao nosso quadro social, procure se comunicar com as seguintes pessoas, Artur Arnaldo, Rogério Marques, Noé Porto.
“Agradecemos aos fabricantes de refrigerantes que nos ajudaram e ao JS pela oportunidade de divulgar”. (Artur Arnaldo Novais Neto, 20/06)
“Aqui vai o meu apoio a essa nova Torcida do Vasco, com o incentivo para que todos continuem sempre unidos, ajudando nosso Clube com suas baterias e bandeiras, como fizeram por ocasião de sua estréia no jogo contra o Internacional. O nome foi muito bem escolhido. Vocês começaram mesmo com o pé quente”. (Ivone Silva Rosa, Vila Isabel, 22/06)
Fonte: Jornal dos Sports Coluna Bola em jogo 20 e 22 de Junho de 1974

Chama Vascaína Jornal dos Sports 1974

Chama Vascaína Jornal dos Sports 1974

segunda-feira, 27 de março de 2017

GUERREIROS DA COLINA 1991: FUNDAÇÃO

Uma nova Torcida está surgindo no Clube de Regatas Vasco da Gama. 
É a facção Guerreiros da Colina. 
Somos uma Torcida completamente diferente, formada por dissidentes de outras Torcidas Organizadas do Vasco (Vascoração e Anarquia), que imperando nos Estádios brasileiros. Estamos fazendo realmente uma Torcida Organizada e com certeza iremos revolucionar os Estádios com nossa disciplina e animação sempre com a finalidade de enaltecer e torcer por nosso time, o Vasco da Gama para que chegue sempre a grandes conquistas. 
Os interessados que quiserem se juntar a nós ou estiverem desejosos de obter informações ao nosso respeito, bastam falar com Marcelo, que é o Relações Públicas da facção, estamos esperando.
Alexandre, Centro Rio de Janeiro
Fonte: Jornal dos Sports 22 de Novembro de 1991

DIRETORIA
Presidente: Edmar de Souza
Relações Públicas: Marcelo Magalhães
Diretor Geral: Marcelo Mouta
Líder da Sepultura Niterói: Alexandre China

Em 1991 os integrantes restantes da Anarquia (Marcelo Bacalhau, Alexandre China, Glória), se juntaram aos integrantes da Vascoração (Edmar de Souza, Alex e Marcelo Mouta) que estava acabando e lançaram a Guerreiros da Colina no antigo Jornal dos Sports.” Disse Marcelo Bacalhau em Setembro de 2013

Guerreiros da Colina Jornal dos Sports 1991

Guerreiros da Colina Jornal dos Sports 1991


domingo, 26 de março de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1983 PORCO COM BACALHAU

                                 “Domingo, eu vou ao Maracanã, vou torcer pro time que sou fã”
                                              Canto preferido de todas as torcidas nas arquibancadas
1983                       Porco com Bacalhau

Disputado no primeiro semestre de 1983, o campeonato brasileiro consolidava a aliança que se tornaria histórica entre as torcidas de Vasco e Palmeiras. Mesmo com dois jogos entre os dois clubes em abril, a tônica dominante entre as torcidas era assegurar os laços de união e confraternização. Na ocasião dos jogos foram feitos churrascos para os paulistas organizados pelos cariocas na partida no Rio de Janeiro e recepção calorosa aos vascaínos em São Paulo. No mesmo campeonato a aliança seria testada no confronto entre Vasco e Corinthians no Morumbi.
            Vale lembrar que neste ano (em janeiro) era fundada a Mancha Verde do Palmeiras, que se tornou a principal torcida desde então. Esta torcida uniformizada surgiu em função da união de outras torcidas do clube. A Mancha Verde, conforme veremos nos próximos capítulos, revolucionou o conceito de torcida. No âmbito interno do clube, seu objetivo era criar um movimento nas arquibancadas a altura da tradição do Palmeiras.
Neste ano acontece uma grande confusão envolvendo as torcidas de Vasco e Corinthians em São Paulo. Não faltaram críticas dos cariocas com relação ao comportamento dos policiais paulistas que se omitiram diante das agressões. A Diretoria do Vasco ficou de tomar providências junto a CBF e a Federação Paulista no sentido de apurar responsabilidades. A imprensa carioca registrou o sufoco na volta para o Rio de Janeiro: “a viagem prevista para oito horas no máximo, durou cerca de 13 horas, em conseqüência das agressões dos torcedores paulistas, inconformados com o resultado do jogo. Vários ônibus dos torcedores cariocas foram apedrejados na saída do Morumbi, alguns deles tiveram os vidros estilhaçados e torcedores atingidos por pedras e paus, conforme denúncia dos Líderes de Torcida. E as provocações e agressões continuam até a saída da capital paulista, já no acesso a Via Dutra”[1].
            Poucos dias depois o Jornal O Globo, que nos próximos anos faria intensa campanha contra as torcidas organizadas, dá voz aos vascaínos que prometem vingança no jogo de volta do Corinthians no Rio: “ainda revoltados com as agressões sofridas no Morumbi, após o jogo contra o Corinthians, alguns líderes de Torcidas Organizadas do Vasco compareceram ontem a noite a São Januário para comunicar aos dirigentes que agirão da mesma maneira em relação aos torcedores paulistas, quando o Corinthians vier enfrentar o Vasco no Maracanã no fim do mês”. Prossegue a reportagem com a anunciada revanche prometida pelos cariocas: “já estamos cansados de sofrer todo o tipo de agressão fora do Rio e tratar com gentilezas os torcedores dos outros Estados no Maracanã. Agora vamos dar o troco, especialmente nos corinthianos, que nos atacaram com paus e pedras no Morumbi”, prometeu Ely Mendes, Chefe da Força Jovem[2].
Demonstrando que a sua linha editorial ainda era de apoio aos torcedores organizados, a imprensa continuava noticiando as viagens dos torcedores para acompanhar o time. O sacrifício dos torcedores que viajaram 26 horas para a Bahia era o destaque do jornal para contar a dedicação e amor ao clube das torcidas organizadas. Na reportagem predomina a visão romântica dos torcedores empenhados em levar o nome do clube aos mais distantes estádios do Brasil.
As iniciativas de pacificação entre as torcidas ainda ganhavam eco entre os líderes, bem como a solicitação de medidas punitivas para os agressores e os clubes eram reivindicadas pelas lideranças. Eram soluções viáveis naqueles anos que os órgãos responsáveis não souberam levar adiante. O título da reportagem ilustra a situação vivida: TORCEDORES DO VASCO CONDENAM A VIOLÊNCIA. E GARATEM A SEGURANÇA DOS CORINTHIANOS. “Se depender das Torcidas Organizadas do Vasco a paz está decretada na guerra que vem repetindo a cada rodada da Taça Ouro, em jogos de equipes de Estados diferentes. Ontem, grande parte das 42 facções do Vasco, esteve em São Januário e houve a garantia que os torcedores corinthianos que vierem ao Rio amanhã poderão torcer e retornar em paz para São Paulo”[3].
Algumas medidas simples foram tomada pelo poder público para melhorar as condições dos estádios. Ao assumir o governo do Estado do Rio de Janeiro, o governador Leonel Brizola nomeou para a presidência da SUDERJ Jorge Roberto da Silveira. Entre as primeiras medidas do novo secretario estava a reforma da Geral do Maracanã, com a elevação do piso em 50 cm.
            A geral era o local mais barato do estádio, em compensação tinha uma visão prejudicada já que ficava abaixo do piso do gramado. Em muitos locais era difícil enxergar a bola, somente a perna dos jogadores ficava ao alcance da visão.
            Esta obra foi a primeira intervenção de algum governo desde a criação do estádio em 1950. Embora a visão continuasse difícil em alguns pontos, a atuação do secretário foi elogiada pelos torcedores que consideravam o político um homem democrático e preocupado em estabelecer um diálogo com as torcidas. Em 1986 quando saiu do cargo para concorrer a deputado estadual, Jorge Roberto contou com o apoio da maior parte das lideranças das torcidas organizadas.
Depois de Sinatra em 1980, em junho deste ano o Maracanã foi palco de uma banda de rock pesado que muitos brasileiros desconheciam: o Kiss, com seu visual característico de máscaras e roupas pretas, levando mais de 100 mil pessoas ao estádio, antecipando a viabilidade comercial do Brasil ser também a rota comercial dos grandes shows de rock. Depois do Rock in Rio em 1985, Sting em 1987 e Tina Turner em 1988, também conseguiram levar multidões ao estádio Mario Filho.
Após vender Pedrinho e Elói para o futebol europeu, o Vasco via a ascensão do Fluminense com a dupla Assis e Washington (o casal 20) arrancarem para o tricampeonato (1983-84-85). E o público carioca passou a ouvir no lugar de “a benção João de Deus”, a música “Recordar é Viver, Assis acabou com você”. Logo esta canção seria incorporada por todas as outras quando um atleta virava o carrasco do rival.
Na TV, sem a transmissão direta dos jogos, restava ao torcedor acompanhar o compacto da TVE sempre as 20 horas (os jogos terminavam as 19h). Em seguida o debate e a mesa redonda comandada pelo locutor Januário Garcia, com o bordão “taí o que voce queria, bola rolando...”. Com a presença de Luiz Mendes, Sergio Noronha, Achilles Chirol, Washington Rodrigues e jogadores ou tecnicos convidados. Em seguida, as 22 horas mudar para os “Gols do Fantático”. No rádioesportivo este seria o último ano do locutor José Carlos Araújo, o Garotinho, comandar a Rádio Nacional. Ele passaria a ser o principal locutor da Radio Globo nos próximos anos e o mais ouvido da galera.
            Para o campeonato carioca de 1983 as esperanças estavam depositadas nas jovens estrelas do clube, principalmente Geovani que acabava de conquistar o campeonato mundial de juniores. O meia foi considerado o melhor jogador do torneio e grande esperança da torcida. A imprensa registrava a chegada doa jogadores ao Brasil e a recepção da torcida: “ a Força Jovem e Renovascão prestam homenagem aos jogadores, Geovani (Campeão do Mundial de Seleções Junior) e Ernani (Campeão do Torneio de Toullon pela Seleção Brasileira), com placas comemorativas. “A Torcida está satisfeita com o desempenho dos dois, além da oportunidade de ver os jogadores de seu time nas três Seleções Brasileiras, Junior, Novos e Principal.” disse Ely Mendes[4]. Apesar de tudo, o time decepciona e termina o campeonato em péssima posição. Para 1984, mudanças teriam que ser feitas...
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte: Jornal O Globo 15 de Março de 1983.
[2] Fonte: Jornal O Globo 16 de Março de 1983
[3] Fonte: Jornal Última Hora 30 de Março de 1983.
[4] Fonte: Jornal do Brasil 22 de Junho de 1983.

Vasco Jornal Última Hora 1983

Vasco Jornal do Vasco 1983


sábado, 25 de março de 2017

ASTOVAS 1979: 3º CONCURSO RAINHA DAS TORCIDAS DO VASCO

Nada menos do que 25 lindas Vascaínas, representando as facções da Torcida do Vasco, vão disputar no próximo dia 13 de outubro, no Ginásio de São Januário, o 3º Concurso Rainha das Torcidas do Vasco.
As facções da Torcida Vascaína farão entrega de troféus aos artistas, cantores e personalidades que torcem pelo Vasco.
Entre os homenageados, Martinho da Vila, Jamelão, Paulinho da Viola, Rildo Hora. Sônia Braga, Danusa Leão, Chacrinha, Lena Rios, Clementina de Jesus, Doria Monteiro, Dina Sfat e Wilsa Carla, entre outros.
Estão inscritas e confirmadas candidatas das seguintes facções: Força Jovem do Rio e de Brasília, TOV, Feminina Camisa 12, Feminina de Belo Horizonte, Belvas Roxo, Vascastelo do Espírito Santo, Vasconçalo, São Cristóvão, Vasteles, Adeptos de Petrópolis, Vasnoguchi, Vascolina Camisa 13, Praça do Carmo, Vasco Fogo, Vista Alegre, Parada de Lucas, Pequenos Vascaínos (duas), Glória, Honório Gurgel e Morro Agudo.
A comissão Organizadora do 3º Concurso de Rainha da Torcida do Vasco está formada por Iara Barros, Aida de Almeida, Amâncio César, Eli Mendes, Paulo Roberto e Antônio, da Vasconçalo...
As candidatas irão a São Paulo, para se apresentarem no Programa do Chacrinha. Na oportunidade serão homenageadas com um Coquetel no Hotel Comodoro, promovido pelo dono, Paulo, que também é Vascaíno.
Fonte:  Jornal dos Sports 23 de Setembro de 1979

VENCEDORA
A vencedora foi Sandra Penna da TOV

3º Concurso Rainha das Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1979

sexta-feira, 24 de março de 2017

TOV 1953: CARNAVAL DOS CAMPEÕES

APOTEOSE EM SÃO JANUÁRIO ESTA TARDE, APÓS A PELEJA DE ENCERRAMENTO COM O OLARIA.
O jogo desta tarde entre Vasco x Olaria, não apresenta maior importância para a situação dos clubes no campeonato, já que o título está decidido. Entretanto, há um detalhe importante no jogo desta tarde, em São Januário: é que os cruzmaltinos festejarão a conquista do título, nesta oportunidade, com uma série de comemorações programadas, como o Desfile dos Campeões, colocação das faixas, numa verdadeira apoteose dos Vascaínos ao quadro campeão.
Fonte: Jornal dos Sports 20 de Janeiro de 1953

TOV Jornal dos Sports 1953

TOV Jornal dos Sports 1953

quinta-feira, 23 de março de 2017

ALFIVASCO 1975: HISTÓRIA

Torcida do Vasco do Bairro de Engenho de Dentro em homenagem ao lateral direito Alfinete (Paulo César Barreiros), que chegou vindo do Olaria em 1971.
Foi fundada em 1975 e acabou em 1976 com a saída do jogador para o Uberaba de Minas Gerais. Teve como Chefe Maria de Fátima Barros.
“Depois de tantas glórias, títulos e muita alegria, chega a hora da despedida. Um até logo para você, Alfinete, que foi um dos responsáveis pela conquista do Campeonato Brasileiro  de 1974....
E nós componentes da Torcida Alfivasco, esperamos que você possa mostrar em seu novo Clube , aquele mesmo futebol jogado no Vasco. Na sua despedida, também está se despedindo a Torcida Alfivasco, que com esta tristeza: Adeus Alfinete. “Ou melhor, até logo” (Maria de Fátima Barros, Engenho de Dentro, 23 de Março de 1976)
Fonte: Jornal dos Sports Coluna Bola em Jogo 18 de Julho, 01 de Agosto, 04 de Outubro de 1975 e 23 de Março de 1976

Alfivasco Jornal dos Sports 1975

Alfivasco Jornal dos Sports 1975

Alfivasco Jornal dos Sports 1975

Alfivasco Jornal dos Sports 1975

Vasco Alfinete Revista Placar 1974



quarta-feira, 22 de março de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1982 TODOS PARA A GERAL

                 “Só porque Zico joga no Flamengo, eu vou torcer pelo Flamengo?
                                        Nada disso, eu sou é Vasco.”
                                tia do jogador do Flamengo, Dona Adélia

1982                       Todos para a Geral

Para fortalecer a ASTORJ e ganhar maior legitimidade entre as centenas de torcidas organizadas, as torcidas de cada clube passam a fundar as suas próprias entidades representativas e assumem o comando de representação das mesmas. Em abril ( dia 13) era fundada a ASTOVAS (Associação das Torcidas Organizadas do Vasco da Gama), tendo como primeiro presidente Amâncio César.
            Foi um ano de muitas mobilizações e campanhas, começando com um protesto contra o aumento do preço dos ingressos em janeiro, muros pichados em São Januário em maio, boicote aos jogos com as torcidas organizadas assistindo as partidas na geral. Em julho foi a vez das faixas da torcida contra o técnico da seleção brasileira na volta da Copa da Espanha e a participação no II congresso das Torcidas Organizadas do Brasil em Porto Alegre.
            De todos os atos, o protesto mais marcante foi na primeira vez que o muro de São Januário seria pichado. Entretanto, não foi um ato que contou com adesão da ASTOVAS. Entre as frases no muro se destacavam “Fora Calçada” e “Queremos Time”. Os líderes vascaínos defendiam um boicote pacífico prometendo não levar para o jogo faixas, bandeiras e baterias, pois achavam que a maioria dos jogadores não estava se empenhando como deveriam.
            Por outro lado, a Copa do Mundo da Espanha gerava uma forte expectativa no país. O entusiasmo com a seleção brasileira em 1982 tinha por base a forte identificação dos torcedores com os jogadores e o estilo de jogo ofensivo e criativo. Dos 22 convocados, apenas Dirceu e Falcão não atuavam no Brasil.
            A animação chegou as ruas pouco antes da Copa do Mundo começar em junho. Milhares de pessoas juntaram-se aos amigos e vizinhos e através de uma rede de solidariedade espontânea começaram a enfeitar as ruas de todas as maneiras, como foi em 1978. A diferença foi nas proporções, na copa da Argentina também se coloriram as ruas, mas nada comparável com o que aconteceu em 1982. A medida de a competição se aproximava, novas maneiras de embelezar o espaço público brotavam. O espírito carnavalesco fazia parte do cenário das ruas que viviam cheias de grupos pintando uma parte, desenhando nos muros, fazendo as fitas das rabiolas, bebendo e preparando um churrasco. Enfim, tudo em consonância para fazer o que as torcidas já faziam nos estádios.
            Para assistir a Copa era impossível em outro canal, a não ser a Rede Globo que comprou os direitos exclusivos, fez uma intensa cobertura dos jogos e deu grande espaço para a mobilização dos torcedores. Também na mesma emissora ganhava destaque o personagem “Zé da Galera”, interpretado pelo comediante Jô Soares, que encarnava um torcedor falando sempre com o técnico da seleção por um telefone público (orelhão). Ficou famoso o bordão: “Bota ponta, Telê!”. Na propaganda a figura do torcedor Pacheco, pela Gillete, também caía no gosto dos torcedores, se popularizando entre a galera. Quem fez muito sucesso em 1982 foi a banda iniciante Blitz, apresentando a vocalista vascaína Fernanda Abreu com apenas 21 anos, cantando a música de maior sucesso do ano: “Você não soube me amar”.
            Para os vascaínos a derrota da seleção teve uma forte dose de frustração como para toda a torcida brasileira, mas uma decepção e um toque de revolta pessoal contra o técnico Telê Santana e a insistência de não ter dado nenhuma chance a Roberto que vivia uma ótima fase, enquanto o titular, Serginho, do São Paulo, tinha atuações irregulares.
            No contexto de empolgação com a Copa de 1982, surge um novo programa televisivo em que os protagonistas são os torcedores: entra no ar “A Bronca é Livre”, apresentado por Denis Miranda, pela TV Bandeirantes, no mesmo formato de “Conversa de Arquibancada”, entretanto, o programa não fica muito tempo no ar. Na mesma época, pela Rádio Nacional, o radialista José Cabral, dedicava as segundas-feiras na hora do almoço, entre 12 e 13h, um debate com os chefes de torcidas convidados.
            Mas não só de protestos viveu o ano de 1982, nas arquibancadas ganhava cada vez mais impacto o desfile das bandeiras faltando meia hora para o jogo começar. Os torcedores saiam pelos tuneis de entrada das torcidas no meio de campo (espaço neutro) e percorriam toda a arquibancada desfraldando suas bandeiras, sendo acompanhado por aplausos e gritos de guerra em todo o estádio.
            Outro comportamento que surgia nesta época, era a torcida gritar o nome de cada jogador de seu clube a medida que o placar eletrônico mostra a escalação do time. Dependendo da fase cada jogador tinha seu nome gritado com mais ênfase. Na época, geralmente, Roberto era o nome com maior destaque.
            A festa em novembro veio com a comemoração do gol 500 de Roberto Dinamite em São Januário. O jogador que vivia uma ótima fase se consagraria com a conquista do título carioca no final do ano, depois das eleições no clube que teve como candidatos Antonio Soares Calçada, Eurico Miranda e Agathyrno Gomes (que contou com o apoio da Força Jovem). O resultado final deu a vitória a Calçada. Derrotado, Eurico ficou reclamando do esquema viciado das eleições...
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.

Vasco Maracanã 1982

Vasco Jornal O Globo 1982




terça-feira, 21 de março de 2017

NATIVASCO 1981: FUNDAÇÃO

Em nome da diretoria da Nativasco, Torcida Organizada do Vasco da Gama em Natividade RJ, solicito a especial fineza de que seja divulgado na Coluna Bate Bola deste conceituado Jornal, assiduamente lido pela grande massa cruzmaltina aqui de Natividade, o seguinte texto:
Pela primeira vez nos dirigimos a essa coluna, no sentido de fazer ciente a enorme massa de torcedores do Vasco da Gama em Natividade, extremo norte do Estado do Rio, mais uma força para impulsionar o nosso querido Clube as grandes conquistas. A reunião para fundação de nossa Torcida se deu no dia 30 de Setembro de 1981, na casa do Vascaíno Dario Daniel, sendo escolhido para padrinho o nosso querido ídolo e atual artilheiro do Brasil, Roberto Dinamite, cujo batismo será feito no Maracanã ou então mais provavelmente em Campos, tão logo o Vasco venha jogar nesta cidade.
A Diretoria da Nativasco ficou assim composta, depois de aprovada por todos:
Presidente de Honra: Elgem França de Avelar
Presidente: Dario Daniel
1º Vice Presidente: Francisco Edson de Rezende
2º Vice Presidente: Carlos Werneck Tinoco
1º Tesoureiro: José Carlos Luquetti
2º Tesoureiro: Joaquim José de Castro
1º Secretário: Dagoberto Carmo Cordeiro
2º Secretário: Carlos José Abreu Oliveira
Diretor de Propaganda: Geraldo Rodrigues Pereira
Diretores Gerais: Celso Luíz de Almeida, Lúcio Meira, Carlos Magno de Oliveira, Sebastião Barreto Lima, Albino Antônio da Silva Netto, João Batista Pizano Vieira, Plínio Barroso Medeiros Alves, Paulo Roberto Borcard da Fonseca, Altivo Neves Nogueira, Cléber Garcia Lenso da Silva e José Antônio da Silva Netto.
Dagoberto Cordeiro, Natividade RJ
Fonte: Coluna Bate Bola do Jornal dos Sports 11 de Outubro de 1981

Nativasco Jornal dos Sports 1981

Nativasco São Januário 1982





segunda-feira, 20 de março de 2017

FORÇA JOVEM 2017: SÁVIO AGRA É O NOVO PRESIDENTE DA FJV

EDITAL DE COMUNICAÇÃO DE RESULTADO
O Grêmio Recreativo Torcida Organizada Força Jovem do Club de Regatas do Vasco da Gama, inscrito no CNPJ/MF sob o n.º 00.171.620/0001-93, comunica a todos os seus associados, o edital de resultado da eleição, referente ao biênio 2017/2019 : 
Data do pleito: 12 de março de 2017. 
Local do pleito: Ginásio do Club de Regatas Vasco da Gama 
Chapa "O IDEAL VOLTOU". 

Cédulas azuis. 
Quantidade de votos: 401 
Chapa "A HISTÓRIA DIZ O IDEAL " 
Cédulas verdes. 
Quantidade de votos: 318 
Chapa "DEMOCRACIA" 
Cédulas cinzas 
Quantidade de votos: 0 
Quantidade de votos NULOS: 6 
Total de votos: 725
Resultado: Decreta-se vencedora a chapa de cédulas azuis, titulada como "O IDEAL VOLTOU". Tornando-se eleitos seus representantes aos poderes do Grêmio no período de 2 anos. 
Conselho Diretor / Diretor Presidente: Sávio Agra 
Conselho Delegado / 1º Membro Efetivo: Pedro Henrique Sampaio
Conselho Fiscal / 1º Membro Efetivo: Wallace Mendonça
Att. Comissão Eleitoral 2017 do G.R.T.O. Força Jovem do Vasco.

NOTA OFICIAL - ELEIÇÕES 2017 DA FJV (AGRADECIMENTOS E FOTOS)
O G.R.T.O. Força Jovem, por meio de seus novos diretores e conselheiros eleitos, vem parabenizar todos associados que exerceram o direito democrático, domingo (12/03/2017). 
Agradecemos ao C.R. Vasco da Gama, grande responsável pela infraestrutura do pleito, cedendo seu ginásio, mesas, urnas, água, banheiros e equipe de segurança, prestando todo suporte à Comissão Eleitoral, agindo imparcialmente, sem beneficiar qualquer chapa concorrente, voltado apenas para a resolução da legalidade e segurança dos sócios. 
"O verdadeiro poder não pode ser dado, tem que ser conquistado"
 A FAMÍLIA PROMETE, DEMORA, MAS CUMPRE
Fotos: Jotta de Mattos
Atenciosamente, 
Diretoria do G.R.T.O. Força Jovem do Vasco 
http://www.forcajovem.com.br/loja 
http://www.forcajovem.com.br 
http://www.facebook.com/forcajovemvasco 
http://www.twitter.com/fjv_oficial 
http://www.instagram.com/fjv_oficial

Força Jovem Eleições 2017

Força Jovem Eleições 2017

Força Jovem Eleições 2017



domingo, 19 de março de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1981 DO PIQUETE AO PIQUET

                “Perigo: não fumem. Dinamite em campo”                                                                                               Concurso de frases promovido pelas Torcidas do Vasco
      
1981                       Do piquete ao Piquet
O nome de Lamartine Babo estará sempre ligado ao futebol de todos os clubes cariocas. Embora o compositor fosse fervoroso torcedor do America, ele foi o responsável, em 1944, por fazer o hino não oficial de todos os 12 times cariocas da época. Em homenagem a esta grande figura da música popular, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense, apresentou como enredo principal a obra do compositor de memoráveis músicas e marchinhas. Com o samba-enredo "O Teu Cabelo Não Nega - Só Dá Lalá", centenas de torcedores desfilaram pela escola.
            Um passo importante na reivindicação dos torcedores veio em maio com a criação da ASTORJ (Associação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro). Entre as principais metas da nova entidade estava o controle do preço dos ingressos. Com a inflação galopante desde 1979, os torcedores estavam preocupados com o aumento excessivo dos valor dos ingressos, acima dos índices da inflação. A atuação da ASTORJ expressava o sentimento geral  de que o espetáculo esportivo não poderia ser decidido apenas entre os dirigentes dos clubes e da federação carioca de futebol.
            Um dos frutos da criação da ASTORJ foi a greve geral promovida pelas torcidas em junho, nas reivindicações outros assuntos entravam na pauta de lutas: as fraudes e denúncias de corrupção em diversas partidas de futebol. Neste período a imprensa deu voz aos torcedores e fez inúmeras reportagens que confirmavam as denúncias. É inegável que, neste período, a ASTORJ, assume um compromisso de ser uma organização popular voltada para transformar o futebol e combater o elitismo dos dirigentes esportivos.  A reportagem esclarece o objetivo da 1ª reunião: “A Associação das Torcidas Organizadas (ASTORJ) vai realizar sexta feira sua primeira reunião, na Sede da FUGAP e na segunda sua Diretoria irá a reunião do Conselho Arbitral, na Federação, para exigir a redução dos preços dos ingressos no Maracanã e outros Estádios. A Chefe da Renovascão, Dulce Rosalina, Relações Públicas da Associação, disse que os torcedores promoverão um boicote total aos jogos se não for atendido seu pedido”.
            Alguns meses depois algumas divergências internas começam a aparecer e os líderes não conseguem unificar o seu discurso e a sua prática: “como consequência das denúncias sobre corrupção no futebol, a ASTORJ (Associação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro), resolveu protestar nas partidas deste fim de semana, colocando suas faixas nos Estádios pelo avesso. A finalidade é demonstrar o repúdio do torcedor aos fatos denunciados e exigir a apuração rigorosa do caso, segundo um dos membros da Diretoria, Ely Mendes da Força Jovem. A manifestação com as faixas não conta com o apoio da Vice Presidente da Associação e Chefe da Renovascão, Dulce Rosalina, que  considera não haver motivo para desprestigiar clubes e jogadores não envolvidos em denúncias e promete colocar suas faixas no Maracanã normalmente amanhã”.
            Não era só acompanhando o futebol que os vascaínos vibravam no ano de 1981. As alegrias começava pelas manhãs dos domingos acompanhando as vitórias do piloto de Fórmula 1, Nelson Piquet, um vascaíno convicto. Em diversas reportagens o ídolo fazia questão de ressaltar o amor ao clube de seu coração. Por exemplo, em entrevista a Revista Placar em maio, Nélson comemorava a vitória na corrida em  San Marino dizendo que sua alegria só não era completa porque o Vasco havia sido eliminado do Campeonato Brasileiro. Dulce Rosalina ouviu esta entrevista na rádio e logo providenciou o envio de uma camisa do Vasco ao piloto. Piquet gostou, vestiu-a e desfilou com ela nos boxes do GP da Bélgica. A festa vascaína com seu idolo das pistas ficou completa com o seu primeiro título mundial em 1981.
            Indiscutivelmente as maiores emoções do ano ficaram reservadas para as últimas partidas de 1981 quando o clube disputou uma série de três partidas finais contra o Flamengo. O clube rival tinha uma  grande vantagem pois precisava de um simples  empate nas duas primeiras partidas para ficar com o título. No primeiro jogo a maioria da torcida no Maracanã ficou do lado adversário. Entretanto, os dois gols de Roberto fizeram a festa da torcida vascaína calar os rubro-negros.
            Para a segunda partida, os vascaínos prometiam dividir as arquibancadas: “ontem, grande movimentação por parte dos Chefes das Facções da Torcida Vascaína e todos obviamente animados com o sucesso do time. Mas no domingo, a tarefa de torcer não foi das mais fáceis. Ely, Chefe da Força Jovem, contou um lance pitoresco. “Conseguimos 5 mil bolas de aniversário para soltar no Maracanã. Chegamos lá as 11 horas e ficamos até as 15 horas enchendo. Trinta caras para encher tantas bolas, acabou não dando tempo. Ficamos cansados, enchemos apenas 1 mil 500 e mesmo assim fomos mais entusiasmados do que o Flamengo. Para amanhã, papéis picados e as bolas já estão providenciados”[1].
            O segundo jogo teve novamente a vitória do Vasco, dessa vez com um sabor especial com um gol de Roberto nos minutos finais quando os flamenguistas já comemoravam o título. A empolgação dos vascaínos com o momento era nítida e não faltaram provocações: “muitos torcedores lamentaram ontem em São Januário o fato de o Presidente da Federação Otávio Pinto Guimarães, não ter permitido que os ingressos do jogo fossem impressos com as cores dos Clubes . Iriam segundo eles, provar que a Torcida do Vasco é a maior do país”[2].
            A cidade do Rio de Janeiro parou para acompanhar a terceira e última partida da decisão. De um lado estavam os vascaínos, entusiasmados com o crescimento do poder de reação de seu time na reta final. Do outro lado, estavam os rubro-negros preocupados com um terceiro fracasso e a repercussão que isto poderia trazer para o time que disputaria a final do mundial interclubes no Japão, na semana seguinte. A verdade é que o título foi decidido dentro e fora do gramado. Em campo o Flamengo iniciou bem a partida e fez logo dois gols. No segundo tempo, o time do Vasco se reencontrou e reagiu pressionando até marcar o gol nos 10 minutos finais. A partir daí “a torcida rubro-negra que cantava “vou festejar”, sucesso na voz de Beth Carvalho, emudeceu. Animado, o time de São Januário passou a pressionar, quando surgiu em pleno gramado um personagem que passou a fazer parte do folclore do futebol carioca: Roberto Ladrilheiro” (Assaf e Martins, 1999, p.70).
            Até hoje a história da invasão do torcedor da geral não foi bem explicada. E a versão que ficou foi a oficial. O que de fato aconteceu foi uma vergonha e mostrou que os rubro-negros haviam se preparado para ganhar aquele jogo de todas as maneiras. Muitas pessoas afirmam que o Ladrilheiro não saiu da geral e sim do banco de reservas do Flamengo.
            Em seu depoimento para o livro de Hilton Mattos, Heróis do Cimento, o torcedor diz que o técnico Paulo Cesar Carpegiani lhe deu sinal verde para ele entrar, dizendo “vai, vai”. Como um técnico falaria para um desconhecido para entrar em campo e tumultuar o jogo? O Ladrilheiro “atendeu o  pedido do treinador. Cruzou o campo como uma flecha, atrapalhou a cobrança de falta de Dinamite (...) lá do alto a torcida do Flamengo gritava histérica, saudando seu representante invasor” (Mattos, 2007, p.89). E assim se passaram alguns minutos que esfriaram a reação vascaína.
            Nenhum cruzmaltino engoliu aquele título naquelas circunstâncias e o silêncio da imprensa apenas confirmava como esta estava comprometida em assegurar “o resultado do time inesquecível”. A resposta do Almirante veio ao longo de toda a década com inúmeras vantagens para a nossa agremiação.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte: Jornal do Brasil 01 de dezembro de 1981.
[2] Fonte: Jornal o Globo 02 de Dezembro de 1981

Vasco Jornal O Globo 1981

Vasco Revista Placar 1981

sábado, 18 de março de 2017

TOV 1959: TARZAN DA BRIGA ACABOU SOBRANDO UMA AMIZADE QUE DURA ATÉ HOJE

Tarzan é amigo de todos os outros Chefes de Torcida (Jaime de Carvalho do Flamengo, Dulce Rosalina do Vasco, Paulista do Fluminense, etc), mas as vezes eles se estranham, cada qual puxando a brasa para suas sardinhas... A propósito Tarzan contou.
- Uma vez, quando cheguei no Maracanã para assistir a um Botafogo x Vasco, notei que a Torcida cruzmaltina já estava colocada. Então, acompanhado por 10 rapazes fui para o mesmo local , tentando tomá-lo, pois achava que ali era o nosso lugar. 
Acontece que os Vascaínos não pensavam como nós e em pouco estava aceso o estopim para a briga, que finalmente nos deu a posição desejada. 
Depois os torcedores Cruzmaltinos foram chamar a polícia e nós, cordialmente fomos convidados a sair. 
Da briga acabou sobrando uma amizade que dura até hoje,  principalmente com D. Dulce Rosalina. O pessoal da Torcida do Vasco até me homenageou com um escudo de ouro do Botafogo. Sabe lá o que é isso?
Fonte: Revista do Esporte 25 de Julho de 1959

TOV Tarzan Revista do Esporte 1959

TOV Revista do Esporte 1959

TOV Dulce Rosalina Revista do Esporte 1959

sábado, 11 de março de 2017

PEQUENOS VASCAÍNOS E VASBICÃO 1978: DESFEITA A FUSÃO COM A VASBICÃO

COMUNICADO DE SAÍDA DE DIRETORES
Vimos comunicar que os diretores da Torcida Vasbicão, Sr José de Souza Barbosa, Humberto Deolindo Pereira e Sr Neide Teixeira Cagigal, em virtudes de diversos acontecimentos ocorridos, vem ao bate Bola prestar os esclarecimento devidos, sendo que. A partir do dia 22/11 não mais farão partes desta citada Torcida por não estar sendo cumprido o prometido e com isso prejudicando o nome da Torcida Pequenos Vascaínos que a própria Vasbicão comprometeu-se a honrar a partir do dia 11/04/78 conforme publicação.Sendo assim os citados diretores uniram-se a Diretoria da Pequenos Vascaínos para dar continuidade ao trabalho e a disciplina que sempre existiram na facção mas que desde o momento da fusão não vinham sendo bem desempenhados pela Vasbicão com isso desprestigiando o nome da Pequenos Vascaínos que sempre foi uma facção em que o trabalho a disciplina e a amizade foram os fundamentos para que ela chegasse onde chegou a ser conhecida no Brasil... (José S. Barbosa, o Zeca 01/12)

AVISO DA VASBICÃO
Venho através deste porta voz, comunicar que a fusão oficializada em 23/04/78, entre as facções Vasbicão e Pequenos Vascaínos, foi desfeita em 22/11/78. Nós da Vasbicão queremos deixar claro que soubemos usar e honrar o nome Pequenos Vascaínos. A fusão foi desfeita por motivos de desentendimentos existentes na diretoria. Quero fazer um agradecimento sincero ao Sr Jorge Macedo e Sr Cláudio, o primeiro por me ter dado a confiança de ter usado o nome da Pequenos Vascaínos e ao segundo por ter dado tanta colaboração com as facções até a presente data. (João Teixeira, Líder da Vasbicão, 03/12)

NOVO COMANDO NA PEQUENOS
Em desobediência ao acordo firmado com a antiga Diretoria e com o Sr Jorge Macedo a Pequenos Vascaínos, desliga-se a partir desta data, da facção Vasbicão, voltando o comando aos Srs Cláudio e José (Zeca) até a formação da nova Diretoria (Jorge Macedo, 05/12)
Fonte: Coluna Bola em Jogo do Jornal dos Sports 01, 03 e 05 de Dezembro de 1978

Vasbicão e Pequenos Vascaínos Jornal dos Sports 1978

Vasbicão e Pequenos Vascaínos Jornal dos Sports 1978

Vasbicão e Pequenos Vascaínos Jornal dos Sports 1978

PEQUENOS VASCAÍNOS E VASBICÃO 1978: FUSÃO DA PEQUENOS COM A VASBICÃO

COMUNICADO
A Torcida Organizada Vasbicão, da Vila da Penha, por intermédio de seu Líder, João Teixeira e da Relações Públicas, Neide Teixeira, vem por meio desta agradecer sensibilizada e com muita honra a decisão adotada pelos integrantes da facção de Torcida denominada Pequenos Vascaínos, por se tornarem adeptos desta grandiosa Vasbicão. Este procedimento marcará certamente uma nova etapa da nossa grandiosa Torcida Vascaína, com o total integração de duas facções, que saberão daqui para frente apoiar e incentivar cada vez mais o nosso querido Vasco da Gama.... (João Teixeira e Neide Teixeira, Vila da Penha, 19/03)

REUNIÃO
Após muito sacrifício e somente com a mudança da Diretoria, a Vasbicão finalmente conseguiu em reunião com o Sr Jorge Macedo a permissão para que seja usado o nome Pequenos Vascaínos, facção extinta em Janeiro próximo passado.
A Vasbião sente-se honrada em poder usar o nome desta facção, com a grande responsabilidade de continuar com o mesmo trabalho, e com a mesma disciplina, como era do conhecimento de todos. Obrigado, Sr Jorge Macedo, tenha a certeza que não iremos decepcioná-lo. (Neide Teixeira, Relações Públicas da Vasbicão, 11/04)

FUSÃO E AGRADECIMENTO
No próximo domingo, por ocasião do jogo Vasco x Botafogo, no Mário Filho, será celebrada, oficialmente, a fusão das Torcidas Pequenos Vascaínos e Vasbicão, um acontecimento de maior importância para os integrantes das duas facções da grande Torcida Vascaína. O Padrinho será Eraldo Leite, o Rei das Arquibancadas, um cara que dá a maior força as Torcidas, tomando suas opiniões para a Rádio Nacional, durante os jogos... (Neide Teixeira, 20/04)

ASSOCIAÇÃO VASBICÃO E PEQUENOS VASCAÍNOS
Depois do grande acontecimento, fusão entre Torcidas no jogo realizado Vasco x Botafogo no Estádio Mário Filho, unimos a grande bateria dos Pequenos Vascaínos e a grande manifestação de alegria da Vasbicão....
E não deixando de mencionar, que se nossas camisas estão um verdadeiro barato (na beleza e no custo), estão a venda no Largo do Bicão, no Estádio Mário Filho e em São Januário. Entre na associação , ela esta em ponto de ebulição ....(Ivone Machado RJ, 23/05)
Fonte: Coluna Bola em Jogo do Jornal dos Sports 19 de Março, 11 e 20 de Abril e 23 de Maio de 1978

Vasbicão e Pequenos Vascaínos Jornal dos Sports 1978

Vasbicão e Pequenos Vascaínos Jornal dos Sports 1978

Vasbicão e Pequenos Vascaínos Jornal dos Sports 1978

Vasbicão e Pequenos Vascaínos Jornal dos Sports 1978

Vasbicão e Pequenos Vascaínos Jornal dos Sports 1978