terça-feira, 17 de outubro de 2017

VASBOAVISTA 1993: VASBOAVISTA QUEBRA TABU

Torcida do Vasco vence preconceito e tem a liderança de uma mulher.
Vencendo o preconceito que existia de que mulher não podia entrar em Estádio de futebol e muito menos assumir a liderança de uma Torcida Organizada, a Vasboavista vem quebrar este tabu. 
Um dia, uma mulher assumiu uma Torcida Organizada e a estória se repete até o dia de hoje.
A Torcida Organizada Vasboavista é mais uma entre as várias que existem no Vasco, mas uma das pouquíssimas lideradas por uma mulher. 
Sob a presidência de Rosângela da Conceição, uma jovem de 29 anos, a facção conta hoje com aproximadamente três mil componentes e tem o privilégio de estar instalada em um dos recantos mais bonitos do Rio de Janeiro, o Alto da Boa Vista.
“Comparando com outras Torcidas Organizadas, somos poucos componentes. Mas a organização entre nós é a mesma de um grande grupo. Temos algumas dificuldades como muitas também, mas cumprimos todas as exigências que nos são feitas pela ASTOVA, Associação das Torcidas Organizadas do Vasco”, esclarece Rosângela.
Parodiando o poeta, que sustentava que a mulher só deveria ler livros religiosos edificantes ou então livros de cozinha, Rosângela diz que hoje ela tem um bom lugar também nas arquibancadas dos Estádios, torcendo por seu time de coração. 
Segundo ela, se as mulheres tivessem maior participação nas competições, certamente a violência nos Estádios diminuiria.
Na Vasboavista todos trabalham pelo bem da facção. 
A maioria dos componentes da Torcida é dissidente da Torcida Força Jovem e está levando ao novo grupo tudo o que sabe em matéria de organização. 
Uma coisa o torcedor pode ter certeza: não encontrará violência no grupo. Sediar a Torcida no Alto da Boa Vista foi uma homenagem a natureza.
“Para nós, ela é sempre invocada e em nome dela estamos fazendo o nosso nome na história das Torcidas Organizadas. E por que uma mulher não haveria de marcar presença tão significante como os homens numa Torcida Organizada?” pergunta.
Como sempre acontece em dias de jogos do Vasco, hoje a tarde a Vasboavista estará no Maracanã, levando seu apoio a seu time no jogo com o Botafogo, as 17 horas. Atualmente, a Torcida não tem espaço determinado no Maracanã, como as outras Torcidas. Todo o material do grupo, como bandeiras e instrumentos de bateria, fica guardado na Sala da Torcida Pequenos Vascaínos. Mas as correspondências têm endereço certo:
“Contatos com a Torcida Organizada Vasboavista poderão ser feitos na Estrada do Soberbo, nº 320, Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro”, concluiu Rosângela.
Fonte: Jornal dos Sports 07 de Março de 1993

Vasboavista Jornal dos Sports 1993

Vasboavista Jornal dos Sports 1993

Vasboavista Maracanã 1988

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

VASCO 1931: TORCEDORES RECEBEM OS JOGADORES NO CAIS MAUÁ

No desembarque da delegação do Vasco vindo da Europa, uma multidão compareceu ao Cais do Porto do Rio de Janeiro para receber os jogadores.

EXCURSÃO DO VASCO DA GAMA À EUROPA EM 1931.
No ano de 1931, o Vasco da Gama empreendeu uma vitoriosa excursão ao Velho Continente, realizando 12 jogos. 
A equipe carioca foi a 2ª do Brasil nesse continente, sendo a 1ª o famoso e hoje extinto o Paulistano de São Paulo.

VASCO DA GAMA 2 X 3 BARCELONA (ESP)
Data: 28/06/1931
Local: Barcelona (ESP)

VASCO DA GAMA 2 x 1 BARCELONA (ESP)
Data: 29/06/1931
Local: Barcelona (ESP)

VASCO DA GAMA 1 x 2 CELTA (ESP)
Data: 05/07/1931
Local: Vigo (ESP)

VASCO DA GAMA 7 x 1 CELTA (ESP)
Data: 07/07/1931
Local: Vigo (ESP)

VASCO DA GAMA (RJ) 5 x 0 BENFICA (POR)
Data: 10/07/1931
Local: Lisboa (POR)

VASCO DA GAMA (RJ) 4 x 2 COMBINADO DE LISBOA (POR)
Data: 15/07/1931
Local: Lisboa (POR)

VASCO DA GAMA (RJ) 3 x 1 PORTO (POR)
Data: 19/07/1931
Local: Porto (POR)

VASCO DA GAMA (RJ) 9 x 2 COMBINADO VARZIM/BOAVISTA (POR)
Data: 22/07/1931
Local: Porto (POR)

VASCO DA GAMA (RJ) 6 X 2 OVARENSE (POR)
Data: 24/07/1931
Local: Ovar (POR)

VASCO DA GAMA (RJ) 1 X 2 PORTO (POR)
Data: 26/07/1931
Local: Porto (POR)

VASCO DA GAMA (RJ) 1 X 1 VITÓRIA DE LISBOA (POR)
Data: 30/07/1931
Local: Campo da Amoreiras (POR)

VASCO DA GAMA 4 X 1 SPORTING (POR)
Data: 02/08/1931
Local: Porto (POR)
Fonte: Jornal dos Sports e http://cacellain.com.br/blog/?p=11272

Vasco Centro de Memória do Vasco 1931

Vasco Diário de Notícias 1931

domingo, 15 de outubro de 2017

VASCO 1998: A MELHOR CAMISA 12

“A sua imensa Torcida é bem feliz”. As palavras do iluminado Lamartine Babo, ao compor o hino cruzmaltino, mostram que ele conhecia muito bem o Clube e a sua Torcida. Vai ver, ele teve o mesmo sentimento vivido por mirim, um excelente centro-médio (foi o substituto de Danilo Alvim), que, após uma vitória Vascaína em que o apoio da Torcida foi fundamental, proclamou:
“Felicidade seu nome é Vasco”.
O espetáculo proporcionado pelos torcedores é de deixar o mais frio dos observadores com os nervos a flor da pele. São bandeiras a bailar, juras de amor ao Clube, são gritos enlouquecidos, as lágrimas rolam em prantos de alegria ou de tristeza. Trata-se de uma formidável explosão.
Quantas vezes o Vasco venceu impulsionado por sua Torcida?
Quantas vezes, empurrado por torcedores, o time virou jogos que pareciam definitivamente perdidos? 
Afinal, o Vasco é o time da virada. Quando tudo parece perdido, lá está ela, a Torcida, forte e presente, pronta para ajudar seus onze combatentes a dar mais uma alegria a massa cruzmaltina.
Mais do que fiel e vibrante, a Torcida Vascaína, que cresce a cada dia, acompanha seus atletas Brasil afora e, mais do que sua sede, estádio ou qualquer outra coisa, é o seu maior patrimônio.
A primeira Torcida Organizada do Vasco, nasceu no dia 7 de Março de 1944. Presidida por João de Lucca, ganhou o nome de Torcida Organizada do Vasco, mas tornou-se mais conhecida por sua sigla, TOV, João permaneceu na presidência até 1956, quando seu estado de saúde obrigou-o a afastar-se do cargo. 
E, mais uma vez, o Vasco surpreendeu com o seu pioneirismo, quebrando o preconceito contra a mulher, da mesma forma que, na década de 1920, acabou com o racismo no futebol. 
Assim, por indicação do próprio João de Lucca, a chefia da Torcida Vascaína foi entregue a uma brava mulher, Dulce Rosalina, de apenas 22 anos de idade, mas com um currículo que fazia dela uma líder natural dos torcedores. Com energia, imensa capacidade de trabalho e empatia, a mocinha enfrentou e venceu o machismo vigente nas Torcidas adversárias, todas chefiadas por homens. Tarzan do Botafogo, Jaime de Carvalho do Flamengo, Paulista do Fluminense, Elias do América, Juarez do Bangu e Júlio da Portuguesa não tiveram outra saída senão reconhecer que o Vasco estava muito bem servido em matéria de chefia da Torcida. 
Dulce Rosalina, que ao longo das suas atividades de liderança, receberia muitos prêmios e homenagens, conseguiu vencer até as dificuldades criadas pela necessidade de dividir-se entre o Rio e São Paulo por razões familiares. Somente os mais próximos sabiam das suas dificuldades, pois, para os torcedores, Dulce era a criativa Líder que (outro pioneirismo Vascaíno) introduziu o papel picado, a bateria e o concurso de Torcidas. 
No ano do Centenário do Vasco, ela chega aos 64 anos de idade, contemplada pela amizade e pela admiração de todos os Vascaínos. Tornou-se amiga dos atletas,mas destaca alguns aos quais dedica um carinho especial. São eles: Belini, Barbosa, Lelé, Luizinho, Mauricinho e Carlos Germano. Todos tratados e queridos com o mesmo amor com que criou seus filhos.
O tempo se encarregou de demonstrar que a TOV não seria a única Torcida Organizada do Vasco. 
Surgiram novas facções. A própria Dulce Rosalina foi levada a criar outra Torcida, quando, nas eleições presidenciais de 1976, aderiu ao candidato da oposição, Medrado Dias, contra a opinião de muitos companheiros, que apoiavam a reeleição de Agarthyrno Gomes. 
Em razão de sua posição política, preferiu afastar-se da TOV, criando a Renovascão Vasco Campeão. 
O Professor universitário Amâncio César assumiu a presidência da TOV, que continuou crescendo. Seus 1.200 filiados estão sempre presente em todas as competições que tenham a presença do Vasco, seja no futebol, no basquete, na regata, na natação ou em qualquer outra.
Outra facção importante da Torcida é a Força Jovem, fundada em 19 de fevereiro de 1970, por Vascaínos moradores do Méier.
Adotou o trecho da arquibancada atrás do gol como seu território e cresceu tanto que , no ano do Centenáro do Clube, contava com 46 mil filiados em todo o país. Seu lema é: “Vasco por amor, Força Jovem por ideal”.Seu primeiro Presidente, durante muitos anos, foi Ely Mendes (obs: na realidade o primeiro Presidente da Força foi Manoel Fogueteiro). Depois da morte de Ely, foi estabelecido que o mandato presidencial passaria a ser de dois anos. Em 1998, Fernando Leal ocupava a presidência da Força Jovem.
Em 1975, Lúcio, de 12 anos, Cláudio, de 13 e Jorge, de 14, crianças Vascaínas moradores de Olaria, tiveram a audácia de criar mais uma facção de torcedores, a Pequenos Vascaínos. O atrevimento dos meninos foi tão bem sucedido que mais de 500 Vascaínos, de vários tamanhos, decidiram filiar-se a Pequenos Vascaínos, José de Souza Barbosa, mais conhecido como Zeca, é o Presidente desde 1979.
Outras correntes de torcedores foram criadas para apoiar o Vasco. 
Muitas delas são identificadas pelo Bairro ou pela Cidade em que surgiram, e outras preferiram ser chamadas por nomes como Tulípas Vascaínas, SerVasco etc. 
Todas elas vestem a camisa 12 do time do Vasco, a melhor de todas as camisas 12.
Fonte: Livro Oficial do Centenário do Vasco da Gama

Vasco Livro do Centanário 1998

Vasco Livro do Centanário 1998

Vasco Livro do Centanário 1998

Vasco Livro do Centanário 1998

Vasco Livro do Centanário 1998



sexta-feira, 13 de outubro de 2017

FORÇA JOVEM 1977: QUEM NÃO É A MAIOR, TEM QUE SER A MELHOR

A Força Jovem, uma das mais antigas facções da Torcida do Vasco, a cada dia que passa vem se transformando no alge das Torcidas.
A união que todos os integrantes procuram juntos para num só Espírito Torcer e incentivar as cores do Grêmio da Cruz de Cristo, mostra a intensidade desta Torcida.
Vivemos metidos no futebol e nada melhor do que fazer parte desta Torcida que tão cheia de carinho acolhe os seus integrantes, para que todos juntos amem o Vasco nas vitórias e nas derrotas.
O fator de ontem desdobrada na Força Jovem é para mostrar que é daqui que incentivamos nos diversos Estádios brasileiros é impossível negar importância que tão bem recebidos somos, por torcedores Vascaínos de diversas cidades deste País, e bastante é a solicitação desses torcedores distantes a querer fazer parte desta facção.
Nós vemos com muita satisfação e diversificação o amor por esta Torcida.
Seja você também feliz torcendo pelo Vasco junto com a Força Jovem, estamos esperando por você.
Um abraço de todos da Torcida.
Márcia, Divulgação e Relações Públicas.
Fonte: Jornal dos Sports 14 de Junho de 1977

Força Jovem Jornal dos Sports 1977

Força Jovem Jornal dos Sports 1977

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

VASPANEMA 1980: KÁTIA CAVALHEIRO RAINHA DA VASPANEMA

É com grande prazer que voltamos a essa coluna, para dar em primeira mão o nome da candidata da Torcida Vaspanema ao Concurso Rainha das Torcidas do Clube de Regatas Vasco da Gama, edição de 1980.
O nome da candidata é Kátia Cavalheiro e será homenageada pelos diretores e pelos seus colegas de Torcida as 21 horas do dia 12 de Setembro, no Restaurante Sereia de Ipanema.
Kátia Cavalheiro, estamos torcendo por você. 
Você já está com a mão no título, faltando apenas a coroa. Você vencerá, pois como o Vascão, nasce espontaneamente nos nossos corações, você nasceu espontaneamente para ganhar o título da Rainha.
Sérgio Zagnoli e Carminda Assunção, Presidente e Relações Públicas da Vaspanema (05/09)

FEIRA DA PROVIDÊNCIA
Sérgio Zagnoli, Presidente da Torcida Vaspanema, esteve na Redação do Jornal em visita ao colunista Sérgio informou que a candidata da rapaziada ao título de Rainha das Torcidas, Kátia Cavalheiro, participará da Feira da Providência no setor jovem, Kátia vai leiloar uma camisa do Vasco, autografada pelos titulares do time de futebol. É uma boa. 
A disputa pela aquisição da camisa será grande, tenho certeza. 
O resultado financeiro será um bom reforço que a Torcida Vaspanema oferecerá as organizadoras da Feira. E ainda tem gente que não acredita na mocidade. (07/10)
Fonte: Jornal dos Sports 05 de Setembro e 07 de Outubro de 1980

Kátia Cavalheiro foi a vencedora do 4º Concurso de Rainha das Torcidas do Vasco em 1980

Vaspanema Jornal dos Sports 1980

Vaspanema Jornal dos Sports 1980

Vaspanema Jornal dos Sports 1980

Vaspanema Jornal dos Sports 1980

Vaspanema Jornal dos Sports 1980

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

VASCOCOCOLA 1976: FUNDAÇÃO

Escrevo para esta coluna para informar que em 1977, no primeiro clássico do Expresso 77 Vascão, surgirá no Mário Filho a mais nova Torcida do Vasco, a Vascococola, de Engenho de Dentro.
Quem quiser ser componente da nossa Torcida é só vir na Rua Pernambuco 914 ou 886, trazendo cinco cruzeiros para a camisa e dois retratos 3x4 para a carteirinha.
Contamos com vocês, Vascaínos do Engenho de Dentro e Méier.
Alberto, Presidente da Vascococola
Fonte: Jornal dos Sports 26 de Dezembro de 1976

Vascococola Jornal dos Sports 1976

Torcida do Vasco Maracanã 1975

terça-feira, 10 de outubro de 2017

TOV 1969: AGRADECIMENTO E APELO DA DULCE

AGRADECIMENTO
Venho agradecer a todos os verdadeiros Vascaínos o calor humano desta Torcida, para com a minha mãe, na sua hora mais difícil. O meu muito obrigado a todos, e a minha gratidão.
Norival Ponce de Leon, Penha, Rio

APELO DA DULCE
Pela primeira vez, escrevo para esta coluna para fazer um apelo, em virtude de minha ausência e pedir aos Vascaínos de todo Brasil para se que se unam a Torcida Oficial Organizada (TOV), do Vasco, comandada pelo Ely Mendes, e dêem o seu incentivo ao time na Taça de Prata. A nossa Torcida estará em todos os Estados do Brasil.
Dulce Rosalina, Penha.Rio
Fonte: Jornal dos Sports 31 de Agosto de 1969

TOV Jornal dos Sports 1969

TOV Jornal do Brasil 1969

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

VASCO 1919: BONÉS COM A CRUZ DE MALTA

CAMPEÕES DE 1919
Este grupo representa na história do Vasco da Gama, o Campeonato de Remo de 1919.
Os campeões foram levados em triunfo para a Iha do Engenho, onde um grande “pic-nic” comemorou o título.
Fazendo adivinhar as “Torcidas Organizadas” de hoje as moças traziam a Cruz de Malta nos chapéus brancos.
Fonte: Jornal Última Hora 16 de Agosto de 1956

OBS: Em 1917 o Vasco já tinha uma Torcida de Terra e Mar comandada por D. Josefá Pereira.

Vasco Jornal Última Hora 1956



domingo, 8 de outubro de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1919 PRÓXIMA PARA: ENGENHO DE DENTRO

                            “do morro e das arquibancadas, um grito uníssono: Viva o Brasil’”
                                          Jornal do Brasil, final do Sul-Americano em 1919

1919             Próxima Parada: Engenho de Dentro

            A formação de uma grande equipe era o melhor atalho para chegar a Primeira Divisão. Em busca de conseguir os grandes jogadores da Liga Suburbana, o Vasco encontrou no Engenho de Dentro, tricampeão (1916-17 e 18), a base de seu elenco para o campeonato carioca da Segunda Divisão.
            O historiador João Malaia registra que o empenho da diretoria em montar um time competitivo deu certo, pelo menos do ponto de vista do crescimento da torcida entre 1918 e 1919: “o Vasco da Gama que teve em média 220$857 de receita por jogo em 1918 para, no ano seguinte, pular para 421$833, num crescimento de mais de 90% de arrecadação com a venda de bilhetes para seus jogos, passando a ser o clube com a maior média de arrecadação por jogo na 2ª Divisão” (2010, p.222).
            Apesar de ter o melhor elenco da competição, o time vascaíno, apontado pela imprensa esportiva como o franco favorito para vencer o campeonato, não conseguiu realizar o intento mesmo contando com o apoio da torcida que não mediu esforços de incentivar seus jogadores e vaiar os adversários. Esta atitude, que já vinha se tornando comum nos jogos mais decisivos, ainda recebia repreensão de parte da imprensa. Em uma crônica do jornal O Paiz, o jornalista pedia providência ao presidente do Vasco, exigindo que “reprovem seus associados por terem agido de forma tão pouco cavalheiresco como hontem agio com os players locaes”[1].
            Uma das principais atrações do novo elenco vascaíno era o goleiro Nelson Conceição, conhecido como o “Chauffeur”. Vindo do Engenho de Dentro, ele será titular absoluto nos próximos anos e um dos ícones na campanha memorável do titulo de 1923. Vai ser o primeiro jogador do Vasco a vestir a camisa da seleção brasileira no mesmo ano da conquista do campeonato carioca. Até o final dos anos 1920, ele será o jogador que mais vezes envergará a camisa cruzmaltina.
            O campeonato Sul-Americano de Futebol disputado no Rio de Janeiro no mês de maio é considerado por muitos estudiosos como um marco divisor na história do futebol brasileiro. A competição foi a primeira organizada no país pela Confederação Brasileira de Desportes (CBD) e contou com uma intensa participação dos torcedores que lotaram o estádio das Laranjeiras em todos os jogos da seleção nacional. Mais do que os jogos e os resultados, o que chamava atenção era a repercussão geral, quando a cidade praticamente parava para acompanhar os resultados.
A vitória da seleção brasileira servia para aumentar o sentimento nacionalista que o futebol despertava e demarcava que a partir daquele instante o futebol elitista estava com os seus dias contados.
Para se ter uma idéia de como a população se envolveu nos jogos, basta lembrar que muitos torcedores ao verem impossibilitados de entrar no estádio lotado buscavam formas próprias de prestigiar o evento. Enquanto alguns se apertavam no morro em volta do campo, outros foram acompanhar o desenrolar da partida final com o Uruguai na Avenida Rio Branco, local onde ficava a sede do jornal O Paiz que havia colocado um painel informando dos principais lances da partida.
Para os clubes de futebol, este seria o ano de consagração do Fluminense que conquistava o tricampeonato (1917-18-19) com uma das melhores equipes de sua história. Festa nas Laranjeiras com muito champanhe para os associados na luxuosa sede. Sua torcida cresce em toda a cidade, especialmente entre as camadas mais ricas que se identificavam com o perfil mais elitista. “Ele era Fluminense por isso mesmo, escolheu o clube mais fino para torcer” (...) procurava ser Fluminense, distinguindo-se dos torcedores dos outros clubes”, explicava o jornalista Mario Filho.
A tranqüilidade do tricolor vai durar até 1923. Daí em diante só restará a turma das Laranjeiras contar com o seu esnobismo e o ar confiante de sua “superioridade”. O fato inegável será que no campo, nas arquibancadas e nas gerais, uma nova nação comandará o futebol carioca.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Jornal  O Paiz, setembro de 1919.

Vasco Revista Careta 1919

sábado, 7 de outubro de 2017

FORÇA JOVEM 1985: MINHA 1ª VEZ EM JOGO DA SELEÇÃO BRASILEIRA

NOSSO PASSADO SEMPRE PRESENTE NA MEMÓRIA FJV.
Recorda é viver, minha 1ª vez em jogo da Seleção Brasileira. 
Achei o meu ingresso do jogo Brasil 1 x 1 Paraguai, 1985. 
Era de Geral, só que era tanta gente, que eu um moleque de 16 anos entrei no tumulto e fui de arquibancada mesmo, atrás do gol, ficando no placar, ali estava a Torcida do Vasco, Botafogo e alguns amigos da Força Jovem e Mancha Verde (Palmeiras) da época. 
Eu gostava mesmo era de frequentar a arquibancada, de preferência lotada. 
Além da visão privilegiada, o que marcava era o calor da massa. 
Lá, a gente sentia o estádio balançar, literalmente. 
A partida era das eliminatórias ao campeonato mundial de 1986.
Nesse jogo estava o Cléo, Cabeção, Formigão, Arnaldo, Muito Louco, Betão, amigos da Mancha Verde e TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras). 
Me lembro que os caras da Torcida Jovem do Flamengo,que estava monstro na arquibancada e estavam juntos com os Gambás (Gaviões da Fiel e a Camisa 12). 
Nessa época nós éramos reprimidos na nossa própria Sala no Maracanã, eles foram no nosso lado, na arquibancada, no 1º tempo do jogo, e cataram geral de nós, até a faixa da Mancha Verde,TUP e Falange Verde eles levaram, o Presidente era o Miltinho ou Banha.
Nosso amigo Marcio Buião que tirou eles do Maracanã e salvando todos os amigos, levando para o lado da Vila Isabel. 
No ano seguinte (1986) os amigos da Mancha Verde vieram aqui no Rio a noite, e junto com alguns amigos da Força Jovem deram o troco, alguns meses depois fizeram a troca pelas faixas deles, quem fez a troca foi o Cléo e o Banha, os amigos da Mancha Verde pegaram tudo de volta. 
Foi nesse período que o Roberto Monteiro entrou, e entrou vários guerreiros para a FJV, 1987 e 1988 formos Campeão e bi.
Nós já estávamos crescendo e já fazendo a diferença contra os vermes de vermelho e preto (Mulambos), aqui no Rio.
No ano de 1989, na Final do Brasileiro, aconteceu a invasão do Morumbi.
Para muitos, a melhor caravana que a Força Jovem já fez. 
Vasco Bi Campeão Brasileiro, a FORÇA JOVEM sem apoio leva mais de 150 ônibus para a final em São Paulo, a Força Jovem explodia de vez, juntam ao pessoal da Mancha Verde, fazem uma festa inesquecível. 
As décadas seguintes só foi reinado nosso, não tinha pra ninguém. 
Obs:.Público: 139.923 expectadores
Havia mais de 139.000 pessoas nesse dia, era dia de Maraca lotado.
Agradecimento ao meu amigo Siri da FJV por deixar viver essa oportunidade e experiência.
Índio, FORÇA JOVEM, DINOSSAUROS 1970.

Brasil x Paraguai 1985

Força Jovem e Mancha Verde 1989



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

VASCOCOTA 1977: ANIVERSÁRIO DE 1 ANO

Envio este recardo a todos os Vascaínos que queiram participar de uma Torcida super bacana como o super Vascão, para incentivar este tradicional Clube, neste temporada que se inicia.
Os interesádos em plásticos e carteirinhas nos procurem em dias de jogos.
Vascaínos não se esqueçam: Vasco é Vasco. Resto é Resto. (01/04)

ANIVERSARIANDO
Venho aqui falar sobre o aniversário da nossa Torcida Vascocota, que foi fundada no dia 04 de Abril de 1976. No nosso primeiro ano conseguimos o título da Taça Guanabara, em cima da urubuzada. Agora partimos para o segundo ano com muita fé no nosso Vascão, a fim de sermos Campeões Carioca de 1977.
Edvaldo de Mello Barbetto.(10/04)
Fonte: Jornal dos Sports 01 e 10 de Abril de 1977 

Vascocota Jornal dos Sports 1977

Vascocota Jornal dos Sports 1977


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

TOV 1982: A TOV DE LUTO

A Torcida Organizada do Vasco (TOV), esta de luto, pois perdeu uma pessoa muito querida de todos nós, na semana passada. 
Todos os componentes foram pegos de surpresa com a morte inesperada do grande Vascaíno Álvaro Ramos, patrono de nossa facção.
Figura sempre presente a todos os eventos organizados por nossa Torcida, no último jantar que fizemos, foi homenageado e fez um belo discurso. 
A perda foi lamentável para toda a família Vascaína e os componentes da TOV e demais Vascaínos sempre guardarão na lembrança este Vascaíno que soube marcar sua passagem pela terra.
A você, Álvaro Ramos, o nosso muito obrigado pelo muito que fez por nossa querida Torcida Organizada do Vasco.
Paulo de Castro, Centro, Rio.
Fonte: Jornal dos Sports 08 de Maio de 1982

TOV Jornal dos Sports 1982

Vasco Álvaro Ramos Jornal dos Sports 1953

TOV e Álvaro Ramos Jornal dos Sports 1954

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1918 OS INCANSÁVEIS VASCAÍNOS

                                                                                        “Grande Assistência”
                                                                                           Frase da época

1918               Os Incansáveis Vascaínos

        Até a afirmação do profissionalismo do futebol nos anos 1930 era comum um atleta praticar vários esportes. Na biografia de Leônidas da Silva, o jornalista André Ribeiro (2007) registra que aquele gênio do futebol disputava outras modalidades esportivas pelos seus primeiros clubes: Sirio e São Cristovão. No Vasco isso não era diferente. Um mesmo atleta competia em várias modalidades. Uma das figuras mais notáveis em nossa agremiação era Adão Brandão, autor do primeiro gol vascaíno, em 1915. Para estes desportistas o envolvimento com o clube tinha que ser total. Mesmo em um ano que não fosse repleto de títulos a missão destes jovens era manter acesa a chama da esperança no ano seguinte. E foi o que Adão e seu grupo[1] fizeram no final do ano de 1918 realizando um “suculento e maggestoso reco-reco”[2].
            As derrotas no futebol e no remo não afastavam os associados do clube, pelo contrário, se afirmavam laços de união e camaradagem que garantiriam, no futuro, o crescimento vertiginoso de nossa torcida. Uma demonstração clara do traço distintivo do Vasco diante dos outros clubes da Segunda Divisão era a constante presença de torcedores vascaínos que demarcavam a diferença entre os clubes de futebol.
            O jornal Tico-tico[3] faz um registro da partida (ainda usando muitos termos em inglês) entre Vasco e River no estádio do São Cristovão (construído em 1916, sendo considerado um dos mais modernos daqueles tempos), ressaltando a superioridade de nosso clube em campo e nas arquibancadas: “este match foi effectuado no ground do S. Cristovão A. C., a rua Figueira de Melo, com regular assistência composta na sua maioria associados do Vasco da Gama o qual demonstrando certa superioridade sobre o seu antagonista infligiu-lhe uma derrota de 4 a 2”[4]. Este talvez seja o primeiro registro da imprensa sobre a atuação de nossa torcida.
        Esta partida aconteceu depois da suspensão de todos os jogos de futebol na cidade em virtude da “gripe espanhola”. Uma grave epidemia que atingiu o Brasil matando milhares de pessoas. Somente em nossa cidade morreram nos meses de outubro e novembro mais de 25 mil pessoas.
            Nas duas últimas partidas o time já pensando em férias relaxou e foi derrotado, sendo a última com uma goleada por 6 a 0 para o Mackenzie. O resultado final foi, podemos assim considerar, satisfatório, com 9 vitórias e 7 derrotas.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Este coletivo de associados depois se auto-intitulará de Grupo do “Lasca o Pau”.
[2] Tico-tico, dezembro de 1918.
[3] O mesmo periódico foi o único que deu a notícia do Vasco sendo aceito pela Liga Metropolitana 3ª Divisão em 1916.
[4] Tico-tico, outubro de 1918.

Vasco Revista Careta 1918

terça-feira, 3 de outubro de 2017

VASBICÃO 1977: FESTIVAL DO CHOPP

Quatro Torcidas Organizadas serão homenageadas no Festival do Chopp que será realizado no dia 16 de Dezembro próximo no Ginásio do Boêmios de Irajá: Flabicão, Vasbicão, Flubicão e Fobicão. 
Haverá roda de samba com os conjuntos Mimosa Show e Grupo Show do Urubu Cheiroso e o baile será animado pelo Novo Som de Ladico. 
Os canecos já podem ser procurados com o Barbozão.
Fonte: Jornal dos Sports 08 de Novembro de 1977

Vasbicão Jornal dos Sports 1977

Vasbicão Jornal O Globo 1977

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

VASCO 1956: ORIGEM, ASCENSÃO E GLÓRIA DO CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA

Matéria publicada pelo Jornal Última Hora no dias 15, 16, 17, 22 e 23 de Agosto de 1956, contando um pouco da história do Vasco da Gama.

Vasco Jornal Última Hora 1956

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domingo, 1 de outubro de 2017

VASCO 2017: 100 ANOS DE CHACRINHA

NOSSA PEQUENA HOMENAGEM AO ILUSTRE VASCAÍNO QUE COMPLETARIA 100 ANOS NO DIA 30 DE SETEMBRO.
José Abelardo Barbosa de Medeiros, mais conhecido como Chacrinha nasceu em Surubim em Pernambuco no dia 30 de setembro de 1917 e morreu no Rio de Janeiro no dia 30 de junho de 1988)
Foi um comunicador de rádio e televisão do Brasil, apresentador de programas de auditório de grande sucesso das décadas de 1950 a 1980. Foi o autor da célebre frase: "Na televisão, nada se cria, tudo se copia".Em seus programas de televisão, foram revelados para o país inteiro nomes como Roberto Carlos, Perla, Paulo Sérgio e Raul Seixas, entre muitos outros.
Desde a década de 1970 era chamado de Velho Guerreiro, conforme homenagem feita a ele por Gilberto Gil que assim se referiu a Chacrinha numa conhecida letra de canção que compôs chamada "Aquele Abraço".

BANDEIRA DO CHACRINHA
Chacrinha foi padrinho de duas Torcidas Organizadas do Vasco, em 1972 da Força Jovem e em 1978 da Vasco Raça de São Gonçalo.
No ano de sua morte, em 1988 a Força Jovem prestou uma homenagem ao Velho Guerreiro lançando uma linda bandeira e em 2007 a Torcida refaz essa bandeira.

SITE SEMPREVASCO
Este torcedor do Vasco merece muito mais do que esse simples texto da área de famosos SempreVasco, tamanha a sua importância para o Club de Regatas Vasco da Gama teve até hoje. Vamos deixar que o seu filho, Leleco, em entrevista para o Jornal do Brasil, conte a relação do eterno Aberlardo Barbosa com o Clube da Cruz de Malta
- O Chacrinha foi o maior divulgador que o Vasco teve até hoje. Por causa do bordão do bacalhau, o Clube teve um impulso de popularidade muito grande, não só no Rio como no Brasil inteiro, conta orgulhoso Leleco Barbosa, que dirigiu os programas do pai na época em que O Cassino e a Discoteca do Chacrinha eram líderes de audiência na TV brasileira.
Além do bordão “Vocês querem Bacalhau?”, que era constante em seus programas, Chacrinha não abria mão de homenagear o Vasco entrando em cena com o uniforme cruzmaltino.
- Era pura provocação. Ele fazia para provocar os flamenguistas. Mas a história cresceu tanto que ele foi se apaixonando aos poucos pelo Vasco, mesmo não sendo um grande amante do futebol.
Fonte: http://www.semprevasco.com/conteudo/conteudo.php?id=834

Vasco Chacrinha

Vasco Chacrinha

Vasco Chacrinha