quarta-feira, 23 de agosto de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1906 PRIMEIRO BICAMPEÃO NO REMO

                             “Dia virá em há de se reconhecer a grandeza dos serviços que
                                           os clubs de regata estão prestando ao Brasil”
                                                                Olavo Bilac


1906             Primeiro Bicampeão no Remo
        
                Mais de 10 clubes disputavam em igualdade de condições a possibilidade de conquistar o campeonato. O equilíbrio entre os adversários estimulava a presença do público que prestigiava a competição com grande entusiasmo. Com o Pavilhão recém-construído e com a novidade da iluminação, novas atrações tornavam o torneio daquele ano mais especial. Era o último da dupla Passos-Alves. Dois dos maiores representantes do governo e grandes incentivadores das atividades náuticas.
                O remo vivia o seu auge de popularidade, atraindo todas as atenções da imprensa que acompanhava timidamente a criação do primeiro campeonato de futebol na cidade. Se o futebol ainda era uma atividade desconhecida para a maioria da população, o remo caía no gosto de todos que faziam questão de prestigiar os eventos mais importantes lotando a Enseada de Botafogo, local principal das competições.
Era o ano de inauguração da iluminação da orla de Botafogo. O Governo federal não poupou esforços para que a festa do remo fose comemorada como um evento para agradar a toda a população da cidade. No último ano do Governo Rodrigues Alves, o presidente fazia questão de entregar o Pavilhão (1905) e toda a região ao redor com ares europeus. Para o jornal Gazeta de Notícias, um dos principais da época, o Rio de Janeiro se transformou numa verdadeira Veneza. “Foi uma festa alucinante. A baía de Botafogo parecia um caleidoscópio. Aqui, acolá, por todos os lados, por todos os cantos, fulgiam clarões, barcas iluminadas, escaleres cheios de fogos (...) quem olhava tudo aquilo ficava com o olhar cansado de tanta luz (...) a sublime Avenida Beira-mar teve ontem a mais sublima e a mais formosa apoteose que é dado se imaginar”.
“Na temporada de 1906, o Vasco continuou arrasador e a Procellaria novamente conquista a prova do campeonato (...) O título é comemorado com grande festa, já na nova Sede de Santa Luzia”[1]. Muito do sucesso do Clube deve ser creditado para os seus atletas mas deve-se destacar a figura de Cândido de Araújo, reeleito em 1905, continuou administrando o clube com imensa dedicação, sendo coroado com mais um título. Ele e o Grupo dos XIII serão responsáveis pela instalação na nova sede na rua Santa Luzia n°250. Lá será o local que o clube promoverá diversas atividades sociais e representará um período importante na história da agremiação até a criação do estádio de São Januário.
O remo vivia seus momentos de glórias. O Pavilhão era um dos locais mais badalados da cidade. Os bondes lotavam para chegar até a Enseada de Botafogo. O sonho do prefeito Pereira Passos e do Presidente Rodrigues Alves era realizado. Porém, o Rio de Janeiro não era apenas a Zona Sul e o bairro elegante de Botafogo. A cidade que passou por toda aquela reformulação começaria a sentir os efeitos das conseqüências sociais fruto de uma política segregadora que empurrou as populações mais pobres para bairros mais distantes.
No ano em que comemoramos o bicampeonato, o Club de Regatas Flamengo continuava sem títulos. Aliás, só conquistaria o primeiro daqui a dez anos. Os maiores adversários do Vasco eram os clubes da região de Santa Luzia e o Gragoatá de Niterói. No entanto, para o jornalista Ruy Castro, autor de “O Vermelho e o Negro, pequena história do Flamengo” (2001), a rivalidade entre os dois clubes era intensa desde o final do século XIX: “de um lado, o mais que brasileiro, Flamengo, nascido na praia dos tamoios, de outro, o Vasco, fundado pela colônia portuguesa do Rio (...) o Vasco foi o responsável pela avassaladora popularidade do Flamengo”. Nada mais distante da realidade ao que colocar o Flamengo como um clube autenticamente nacional em seus primeiros anos e com uma popularidade que não tinha no começo de sua história. Esse privilégio era do Vasco.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] Fonte: www.paixaovascao.com.br

Vasco Revista da Semana 1906

Vasco Revista da Semana 1906

terça-feira, 22 de agosto de 2017

VASCACHAÇA 1977: NOVA DIRETORIA

Presidente: Carlinhos
Vice Presidente: Moacir
Diretor: Delmar
Vice Diretor: Sérgio
Diretor Social: Célio
Conselheiras: Zéfa e Dércia
Tesoureira: Dayse
Secretária: Cláudia
Relações Públicas: Sônia e Rosana
Incentivador: Neném
Estatístico: Jorge
Diretor de Bateria: Vitor

OBSERVAÇÃO
Convidamos os componentes da Vascachaça, para comparecer em massa no dia 29/05/77 no grande clássico Vasco x Botafogo para a comemoração e estréia da nova bateria.
Pechinchas da Torcida: camisas Cr$ 70.00, Plásticos Cr$ 5,00, Tocas Cr$ 30,00.
Sônia e Rosana, Departamento de Relações Públicas
Fonte: Jornal dos Sports 16 de Maio de 1977

Vascachaça Jornal dos Sports 1977

Vascachaça Jornal dos Sports 1977

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

TOV 1968: ROSALINA PREPARA O ASSALTO

As Torcidas do América, Flamengo, Bangu, Campo Grande e Jovem Flu já aderiram a do Vasco da Gama.
Dulce Rosalina vibra. Já marcou até hora para invadir o Estádio com sua massa alucinante, e deu seu grito de guerra:
- A 12h45m vamos entrar no Estádio para tomá-lo de assalto. Meu pessoal vem todo uniformizado, camis branca, escudo do Vasco ao peito e nas costas os dizeres Torcida do Vasco.
O Vasco terá a maior Torcida de sua história. Todo o Estado do Rio, torcedores de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Brasília e Norte do país aderiram a Dulce. Os do Norte não vem, mas escreveram solidarizando-se com a Chefe da Torcida, Dulce volta a falar de suas bossas:
- É segredo. Não posso contar os detalhes. Mas uma coisa eu garanto: a Torcida do Vasco vai fazer a maior demonstração já vista no Estádio Mário Filho. Aos Vascaínos peço que levem bandeiras, em vez de uma, duas em cada mão, papel picado e tudo o mais que represente estímulo ao nosso Clube.
O Presidente Reinaldo Reis, será empossado nas arquibancadas. Dulce Rosalina passará a ele o cargo de Chefe da Torcida do Vasco, cobrando uma promessa que o próprio Presidente havia feito e conclama:
- Peço a todos os Vascaínos que cheguem cedo para tomarmos o Estádio bMário Filho de assalto por favor...
Dulce tem um grupo que acompanha há 12 anos, nas vitórias e nas derrotas. Um grupo de associados empossou-se no cargo em 1958. Os dois irmãos Mário e Margarida não podiam mais comandar a Torcida e os associados Tião, Dona Italina, Aida de Almeida, Madame Bastos, José Fonseca e o Presidente do Clube lhe deram o cargo. E ela explica por que não o abandonou ainda:
- A minha maior alegria dentro da Torcida é o amor, o carinho e o incentivo que recebo. Cada Casaca é uma motivação a mais para mim. Casaca .. Casaca... Vasco.
Uma manchete do Jornal dos Sports virou hino do Vasco e será novamente repetida hoje, pelos milhões de torcedores:
- Olê , olá, o nosso Vasco está botando pra quebrar...
A arbitragem de Armando Marques não preocupa, ao contrario, tranqüiliza, a Torcida Vascaína, Dulce e a Torcida gostam dele como juiz, Mas ..
_ Ele apita bem, mas se prejudicar o Vasco vai levar vaia e palavrão. O palavrão não é invenção nossa. Começou em São Paulo e no Rio, foi iniciada pela Torcida Vascaína num jogo com o Botafogo pela Taça Guanabara, quando perdemos roubados.
Dulce recebe cartas, telegramas e telefonemas de torcedores de toda parte, pedindo instruções e comunicando que estarão presentes ao Estádio. De Niterói, Petrópolis, Teresópolis, Barra do Pirai, Volta Redonda, Barra Mansa, Três Rios, Campos, Nova Iguaçu, Nilópolis e Vassouras virão caravanas. De Friburgo sob o comando do Prefeito Amâncio de Azevedo e do Deputado Álvaro de Almeida, Juiz de Fora, Governador Valadares, um grupo do Cruzeiro de Valeriodoce, Miguel Pereira, Pati do Alferes, Cordeiro (terra do Bainchini), uma turma de São Paulo, um grupo do Vasco da Gama da segunda divisão do Paraná, todos vão torcer pelo Vasco. Cartas do Norte proclamam solidariedade, e por fim, uma outra Torcida gloriosa que aderiu: Jaime de Carvalho, Chefe da Torcida do Flamengo, disse que torcerá pelo Vasco. Ele e todos os rubro-negros. Por que? Ele responde:
- Porque se o Botafogo vencer será bi. O ano que vem pode ser tri. Só o Flamengo pode ser tricampeão.
Fonte: Jornal dos Sports 08 de Junho de 1968

 
TOV Jornal dos Sports 1968

TOV Jornal dos Sports 1968

TOV Jornal dos Sports 1968

domingo, 20 de agosto de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1905 SALVE O ALMIRANTE NEGRO

                                            “Era o delírio do Rowing. Os dias de regatas
                                                   tornavam-se acontecimentos urbanos”
                                                          Cronista João do Rio    

1905                   Salve o Almirante Negro
     
   Vários clubes no Brasil tiveram na sua história capítulos importantes na luta contra a discriminação racial no Brasil, mas poucos podem se orgulhar de tantos momentos decisivos para a superação do preconceito racial quanto o Vasco. Neste ano tivemos o primeiro presidente negro: Cândido de Araujo.
            Candido fazia parte de um grupo de associados que terá um papel preponderante nos rumos do clube nos próximos anos quando alcançará suas primeiras grandes vitórias no remo: “era o Grupo dos XIII, de onde despontava o seu presidente (...) os irmãos Carvalho Silva; Anibal Peixoto; dentre outros. Foram esses sócios pioneiros que, na ausência do seu presidente honorário Alberto Carvalho Silva, determinaram os caminhos de glória do Vasco’[1].
            E foi o próprio Alberto o responsável por trazer da Europa um barco moderno que mudaria a história do clube que “precisava adquirir uma yole de primeira linha, encomendada em fevereiro de 1905, foi fabricada na França pelo estalaleiro Dossumet, ao custo de Fr 4.028,20”[2]
            Para coroar o ano de sucesso o clube vencia seu primeiro campeonato no remo. Um importante site vascaíno[3] resume as condições que levaram a conquista inédita naquele ano: “com três anos de paz política, uma centena de remadores inscritos na União, uma nova flotilha e um quadro social motivado, o Vasco estava pronto para vencer. Na regata de junho, cinco primeiros lugares. Na seguinte seria disputada a prova do campeonato e foi nesse dia, 24 de setembro de 1905, que a Yole 8 “Procellaria” deslizou nas águas da Enseada de Botafogo e deu ao Vasco o primeiro título de sua história”.
            Depois de ficar sem sua sede em função das Reformas que afetaram a região central do Rio de Janeiro, o clube ficou provisoriamente em uma nova sede instalado pela prefeitura na rua Luiz de Vasconcellos, n.º 14, até sua transferência definitiva para a sede da Rua Santa Luzia no ano seguinte.
Paralelamente, os poucos clubes de futebol organizados criavam na sede do Fluminense uma Liga com a proposta de, no ano seguinte, iniciar a competição de um campeonato na Capital Federal. Os dias de hegemonia absoluta do remo estavam seriamente ameaçados.
 Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte:www.memoriavascaina.com
[2] Fonte:www.memoriavascaina.com
[3] Fonte: www.paixaovascao.com.br

Vasco Revista da Semana 1905

Vasco Revista da Semana 1905

sábado, 19 de agosto de 2017

TOV 1956: COM O VASCO, ONDE ESTIVER O VASCO

A Torcida Organizada Cruzmaltina Da Qual É Patrono Álvaro Ramos Está Em Grande Atividade. Agradecendo O Apoio De Artur Pires E Antônio Calçada. Um Baile Em Benefício Da Organização.
Quando Álvaro Ferreira Ramos, o grande Vascaíno, estruturou a sua Torcida Organizada, foi um autêntico sucesso e era com prazer que se sentia, a presença da mesma em todas as praças desportivas da metrópole, animando as equipes Vascaínas em todas as competições. A Torcida fez época e foi sem dúvida alguma, um dos motivos dos sucessos Vascaínos em todas as temporadas.

RECEBENDO TODO O APOIO
Esteve na Redação do Jornal dos Sports, uma comissão dessa Torcida integrando das seguintes senhoras, senhoritas e senhores – Dulce Rosalina, Marina Gomes, Teresinha Gomes, Almerina Gomes, Alahyma Domingues de Lima, José Fonseca, Domingos Ramalho e Sabastião Carvalho. Falando por seus companheiros a senhorita Dulce Rosalina recebeu de todo o programa da Torcida Organizada, sempre fiel aos lemas criados por Álvaro Ramos, seu patrono.
“Somos Vascaínos nas vitórias e nas derrotas e Felicidade, teu nome é Vasco”, continua em sua missão de prestigiar todos os departamentos desportivos do Clube, comparecendo a todas competições sempre no incentivo. Há também o programa de intercambio amigo todas as Torcidas. Falou-nos a senhorita Dulce Rosalina da gratidão da Torcida pelo apoio que está recebendo do Presidente Artur Pires e do Vice Presidente Antônio Soares Calçada, sempre prontos a tudo facilitar e cooperar ao engrandecimento sempre maior de toda a Torcida.
No próximo dia 6 de setembro a Comissão Diretora da Torcida Organizada do Vasco da Gama oferecerá aos associados do Vasco e seus adeptos em geral, um animado Baile no Ginásio de São Januário no horário das 21 a 1 hora.
Fonte: Jornal dos Sports 06 de Agosto de 1956

TOV Jornal dos Sports 1956

TOV Jornal dos Sports 1956

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

FEMININA CAMISA 12 1979: CONCURSO BONEQUINHA DO CAFÉ DO RIO DE JANEIRO

Iara da Silva Barros, Chefe da Torcida Feminina Camisa 12 do Vasco da Gama, é candidata a eleição Bonequinha do Café Rio de Janeiro, marcada para hoje as 23h, no Orfeão Portugal, Rua Aguiar, Tijuca.
Iara conta com o apoio de toda galera Vascaína, e se for eleita, representará o Rio de Janeiro no Concurso Boneca do Café do Brasil, marcada para o dia 15 de Maio, em São Paulo.
Fonte: Jornal dos Sports 28 de Abril de 1979

OBS: Iara foi Coroada 1ª Princesa do Concurso do Rio de Janeiro.

Feminina Camisa 12 Jornal dos Sports 1979

Feminina Camisa 12 Iara Barros Jornal dos Sports 1983

Feminina Camisa 12 Iara Barros 1981

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

VASCASTELO 1977: FUNDAÇÃO

Venho através do Bate Bola saudar a mais nova facção da Torcida do Vasco que é a Vascastelo do Espírito Santo, que foi inaugurada em Campos no jogo do Vasco 1 x 1 Americano.
Como não poderia deixar de ser, essa nova facção foi batizada pela mais atuante facção da Torcida do Vasco que é a pioneira das Torcidas, eu logicamente estou falando da TOV, Torcida Organizada do Vasco, que também é a madrinha de quase todas as facções Vascaínas.
Esse mesmo batismo foi muito emocionante e que provocou emoção muito forte nos Chefes da Vascastelo, que chorou muito com o batizado feito pela TOV.
Quero através do Bate Bola mandar um abraço para os dois Chefes da Torcida Vascastelo que se chamam Natalin Brunelli e Marcos Travaglia como também a todos os Vascaínos dessa nova facção.
Como batizamos a Vascastelo, do Espírito Santo, queria dizer que a TOV estará de braços abertos para qualquer nova facção que surja no Rio ou em outros Estados para batizarmos e se unir cada vez mais em torno do Vasco, porque é dessa união que o Vasco precisa para se tornar mais imbatível dentro e fora de campo. 
Paulo de Castro da TOV (21/10)

RUMO AO RIO
Fiquei muito satisfeito com a carta que recebi do Sr Natalin Brunelli, Chefe da Vascastelo do Espirito Santo.
E fiquei ainda mais satisfeito com a possibilidade de vocês virem ao Rio assistir ao jogo do nosso glorioso Vascão contra o Botafogo no dia 13 do corrente.
Quero através do Bate Bola convidar todos os integrantes da Vascastelo para que apóiem a iniciativa do Sr Natalin Brunelli e venham todos ao Rio que nós da TOV teremos o maior prazer em recebê-lo no Maracanã.
Aproveito a oportunidade em meu nome e o da Tia Aida de Almeida convidar e abraçar a todos os Vascaínos da Vascastelo e do Espírito Santo. 
Paulo de Castro da TOV (06/11)
Fonte: Jornal dos Sports 21 de Outubro e 06 de Novembro de 1977


Vascastelo Jornal dos Sports 1977

Vascastelo Jornal dos Sports 1977

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1904 O CONVESCOTE VASCAÍNO

                            “A enseada inteira se engalana para os dias de certame marítimo”
                                              Memorialista Luiz Edmundo


1904                 O Convescote Vascaíno

        Uma das formas dos clubes garantirem o sucesso de sua existência prolongada era obter o apoio de ricos comerciantes e industriais. Estes eram convidados para patrocinar o clube e dar a chancela de prestígio social que as associações buscavam junto a sociedade. Outra maneira de se afirmarem era celebrar os feitos das realizações esportivas de seus membros para que estes assumissem maiores compromissos com a entidade.
            Neste ano um domingo especial não foi marcado por ser um “domingo de regatas”, mas pela confraternização entre os associados e uma importante figura de prestígio no clube. Em apoio ao presidente Alberto de Carvalho e Silva que viajaria para uma temporada na Europa[1], os sócios do Vasco prepararam uma homenagem ao dirigente realizando um passeio de barco até a Ilha do Engenho em um dia festivo que incluía corrida de pedestres, corrida com obstáculos, torneios de tiro, danças e excursões.
Os clubes possuíam dois movimentos para os seus sócios. Um voltado para os atletas que se dedicavam ao esporte competitivo, as disputas oficiais, os campeonatos e a busca por troféus e medalhas. Um outro movimento atraía os sócios mais velhos e as mulheres. Eram as atividades mais ligadas ao lazer, a diversão pura, do sentido de confraternização em uma “grande família”. O esporte nesse contexto é inserido muito mais como atividade recreativa que uma ação competitiva. O lazer vem em primeiro lugar. Tanto o esporte como as atividades recreativas estão envoltas em uma nova forma de sociabilidade em busca de um tipo de vida ao ar livre que faz das praias um novo local de prazer e divertimento.
            Por isso podemos entender porque o remo foi o esporte que mais imagens teve com a crescente produção de revistas mundanas que divulgavam o lazer como um novo espaço de se inserir na sociedade  e para representar “as famílias mais elegantes e a juventude moderna em ação”.
        Neste ano o clube comemorava suas primeiras vitórias no remo e continuava o processo de substituição das embarcações mais antigas               (chamadas baleeiras) pelas mais modernas (Yoles). Assim,são conquistados os primeiros troféus, em regatas oficiais, da história do clube nas provas clássicas Jardim Botânico e Sul América”[2].
Este também foi um ano importante para o futebol carioca com a criação de alguns clubes tradicional que dominaram a cena esportiva nos próximos anos. São eles: Bangu, Botafogo e América. Juntos os três novos clubes se juntariam ao Fluminense, Payssandu e o Rio Cricket para disputarem o primeiro campeonato carioca em 1906.
O ano que iniciava com a dupla Rodrigues Alves (presidente) e Pereira Passos (prefeito) no lançamento da pedra fundamental da futura Avenida Central termina com uma grande revolta popular, quando milhares de pessoas agitam as ruas protestando contra as obras e as mudanças que provocavam o afastamento de milhares de pessoas do seu local de moradia.
Nesse conjunto de mudanças é possível verificar como o esporte estava inserido pois novas avenidas seriam rasgadas e quarteirões destruídos. Um projeto de cidade perverso estava sendo gestado. Uma nova Zona Sul receberá as melhorias que beneficiarão os moradores dos palacetes das Laranjeiras e de Botafogo. Estas regiões serão beneficiadas com a melhoria do sistema de transporte e com a abertura de túneis para Copacabana (local que passa a ser habitado a partir dos anos1920). Para a população mais pobre restou ocupar os bairros da Zona Norte e dos subúrbios cariocas. Uma nova cidade mais segregada vai ser o resultado a longo prazo.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] Uma viagem para a Europa era algo para poucas pessoas no início do século. Custava cerca de 3 contos e 500 mil réis, enquanto o salário da maioria dos empregados do comércio (grupo dominante entre os sócios do Vasco) era de até 300 mil réis por mês. Fonte: Nosso Século (1900-1910), vol. 1, p. 24.
[2] Fonte: www.paixaovascao.com.br

Vasco Jornal Tagarela 1904

terça-feira, 15 de agosto de 2017

FORÇA JOVEM 1978: RÉGIO HENRIQUE, O BOM FILHO A CASA TORNA

Régio Henrique começa a escrever para Coluna Bate Bola do Jornal dos Sports em 1967, falando sobre o Vasco.
Em 1973 ele assume a Relações Públicas da Força Jovem, em Março de 1974 vai para a TOV um mês depois volta para Força onde ficou até 1976.
Em 1977 vai para a TOV para ser Diretor de Coordenação e Planejamento e em 1978 volta para Força Jovem no setor de Divulgação.

VOLTEI
Aqui estou novamente, na tribuna do torcedor, ou seja, na Coluna Bate Bola, pára continuar a exaltar e defender o maior e mais Querido Clube do Brasil: O Gigante da Colina.
E a minha volta a Coluna, acontece justamente no momento em que também volto ao convívio dos meus amigos da FORJOVA. Aliás, com relação a isso, gostaria de dizer que realmente eu sempre procurei marcar a minha linha de conduta pela amizade e honestidade. Portanto, saio do meio de amigos para voltar a conviver também com amigos.
Mas, ainda com relação a Força Jovem, gostaria de externar o meu mais profundo agradecimento a gente como Ely Mendes, Haroldo Affonso, Jorge Mello, Maria Helena e tantos outros dessa poderosa facção, pelo carinho com que me receberam de volta e pela confiança que em mim depositaram, para um trabalho, como sempre honesto, visando única e exclusivamente a grandeza de nossa Torcida.
Régio Henrique RJ (09/03)

O BOM FILHO A CASA TORNA
Nem sempre jornais trazem boas notícias poré o JS trouxe que me deixou emocionada. O nosso grande amigo Régio, gente finíssima, voltou a integrar a maior Torcida do Brasil. Lógico que estou falando da Força Jovem do Vasco.
Régio, que você continue conosco definitivamente, pois amizades como a nossa, outros não podem destruir. Que você engrandeça mais ainda o nome da Força e o do Vasco com as suas cartas, ou simplesmente com a sua presença.
E da minha parte eu só posso dizer: Parabéns Força.
Aida de Oliveira RJ (28/03)
Fonte: Jornal dos Sports 09 e 28 de Março de 1978

Vasco Jornal dos Sports 1967

Força Jovem Jornal dos Sports 1973

TOV Jornal dos Sports 1974

Força Jovem Jornal dos Sports 1978

Força Jovem Jornal dos Sports 1978

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

ASTOVA 1982: 6º CONCURSO DE RAINHA DAS TORCIDAS DO VASCO

Será realizado hoje 06 de Novembro de 1982, as 22 horas no Clube Municipal, Rua Hadock Lobo nº 359 Tijuca, o 6º Concurso Rainha das Torcidas do Vasco da Gama. 
A Festa que terá a participação do Conjunto Peter Thomas, tem a coordenação geral de Iara Barros. 
A Presidente da Festa é Dulce Rosalina e a Presidente de Honra Aida de Almeida. 
Os convites poderão ser adquiridos com qualquer Torcida Organizada Vascaína e o preço é 500 cruzeiros com direito a entrada de 1 cavaleiro e duas damas.
São doze as Torcidas que estarão sendo representadas na passarela: Feminina Camisa 12. Feminina Camisa 12 Mirim, Renovascão, Vascapixaba, Força Jovem, Adeptos de Petrópolis, Resenvasco, Varebu, Vasguaçu, Vascobola, Vasnoguchi e Vascolina
Fonte: Jornal dos Sports 06 de Novembro de 1982

VENCEDORA
Mônica Soares de Souza da Força Jovem

ASTOVA 6º Concurso de Rainha das Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1982

ASTOVA 6º Concurso de Rainha das Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1982

ASTOVA 6º Concurso de Rainha das Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1982

ASTOVA 6º Concurso de Rainha das Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1982

domingo, 13 de agosto de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1903 AMIGOS DO REMO, INIMIGOS DO POVO

                                   ”É incalculável a população que se moveu para os festejos (...) 
                                     a Praia de Botafogo era insuficiente para acomodar o povo”
                                                       Raul Pompéia - escritor

1903          Amigos do Remo, Inimigos do Povo

            A eleição presidencial que deu a vitória a Rodrigues Alves (1902-1906) vai marcar profundamente a vida do Rio de Janeiro, então Capital Federal. Durante o seu governo ele nomeará para prefeito da cidade, Pereira Passos. Os dois iniciaram um processo de grandes mudanças na cidade. Em pouco tempo os dois governantes fazem da região central um verdadeiro canteiro de obras mudando o visual de toda a região.
O conjunto das obras, que ficou conhecido popularmente como “bota-abaixo”, previa o aterramento de boa parte da região do Cais do Porto até o inicio da Avenida Beira-Mar, com a construção de uma grande avenida nos moldes das avenidas parisiense. Para realizar a Avenida Central, o prefeito derrubou dezenas de imóveis, expulsando milhares de pessoas de suas casas. Mas não foram somente os pobres os atingidos. Vários clubes de regatas tiveram suas sedes também derrubadas.
No entanto, a estratégia dos governantes foi socorrer os clubes e dar incentivo para que estes ficassem ao lado delas para a implementação das reformas. Para atrair a simpatia da população que acreditava na Grande Reforma que modernizaria a cidade, os dois se tornaram grandes aliados das atividades das regatas, culminando com a construção do Pavilhão em 1905.
Ao longo dos próximos 20 anos a cidade enfrentaria novas reformas que alterariam o mapa da região das praias e do desmonte de alguns de seus morros: “desapareceram a Praia do Russel na Glória, a Praia da Ajuda onde foram feitos aterros em frente à Cinelândia, a Praia de Santa Luzia que ficava em frente à Igreja de Santa Luzia no Centro da Cidade, a Praia Dom Manuel e Praia do Peixe que ficavam uma de cada lado da Praça 15, bem como a própria praia em frente a Praça 15, que chegava próxima à Rua Primeiro de Março no início da colonização, foi cada vez ficando mais afastada até se tornar cais de barcas, assim desaparecendo do cenário natural. Entre a Praça 15 e Praça Mauá, tudo era faixa de praia e a chamada Prainha ficava onde hoje é a Praça Mauá. Existiram também praias em frente ao bairro da Saúde que chegava até a Rua Sacadura Cabral, assim como a Praia da Gamboa que era local de pescadores, e o Saco ou pequena Enseada do Alferes na mesma área. Estas áreas da Saúde e Gamboa foram aterradas para construção do Porto do Rio de Janeiro no início do século 20”[1].
Clara Malhano, autora do livro sobre São Januário, explica como o nosso clube foi afetado: “as sucessivas conquistas ao mar implicaria no desaparecimento de diversos acidentes físicos e, até mesmo, alguns logradouros públicos. O grande projeto iria prejudicar o estabelecimento do Club de Regatas Vasco da Gama em suas duas extremidades. Por uma delas, as ampliações do Cais do Porto se estenderam por sobre a Ilha das Moças, eliminando uma das possibilidades de sede própria. Por outro, a construção da Avenida Beira-Mar se estenderia por sobre a Travessa Maia, onde o clube mantinha uma garagem de baleieras e outros barcos, eliminando tanto a ponta do Calabouço quanto a do Gelo” ( 2002, p.52-53).
                Mesmo sofrendo com as obras de remodelação do Porto e a criação da Avenida Central, o Vasco procurava olhar com otimismo e comemorava em grande estilo o seu 5° aniversário com uma matinee, exercícios de ginástica, regata íntima e batismo de duas yoles (eram barcos mais modernos, que receberam os nomes de Albatroz e Condor). A compra de yoles foi possível em função do governo federal facilitar na importação destas embarcações do continente europeu .
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] http://www.riodejaneiroaqui.com/pt/praias-antigas.html

Vasco Revista O Malho 1903

Vasco Revista O Malho 1903


sábado, 12 de agosto de 2017

FORÇA INDEPENDENTE 2017: FIV DO AM0R, FIV DOS FILHOS QUE NASCERAM, FIV DA GENTE

Essa Força Independente do Vasco (FIV) merece ser estudada, é um fenômeno que nem os maiores pensadores conseguiram decifrar, não temos nada, digo na parte de uma grande organização de uma grande Torcida, mas será que queremos?
Sabemos o nome de todos, sabemos a vida particular, mas que uma invasão inviolável, tiramos um lado positivista disso.
Damos um pouquinho de cada, mas é muito, pois é feito com amor.
Talvez quem vê de fora nunca vão entender isso, somos de todos os lugares, mas tenho certeza o que pegar pra um, todos serão atingidos e sofremos e nos uniremos para melhor resolver as questões que nos afligem.
Recomeçamos, caímos, recomeçamos de novo, buscamos forças dentro do limite de cada um, que pode parecer pouco, mais é muito maior do que 1000 carregando um bandeirão que seja.
FIV DO AM0R, FIV DOS FILHOS QUE NASCERAM, FIV DA GENTE.
Porque não precisamos que gostem da gente, aliás ninguém gosta , mas nosso amor e união é algo que nos blinda e que nos mantém em pé, com toda dignidade que nos guiou até aqui.
Não somos família, estamos muito além disso, muitos não entenderão, mas nosso pouco sabe o que somos, indiscutivelmente, os melhores .
FORÇA INDEPENDENTE VASCO
Larry Botelho

Força Independente São Januário

Força Independente Engenhão

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

VASPANEMA 1978: CONCURSO DESENHO DO SÍMBOLO DA TORCIDA

Venho, por meio do Bate Bola, anunciar aos Vascaínos interessados em participar do Concurso organizado pela Vaspanema que é só nos remeter um ou mais desenhos para que possamos escolher o que mais nos interessa, sendo, é claro, que os outros desenhos não serão excluídos de nosso arquivo, cabendo ao vencedor uma camisa da Torcida, autografada por todos os jogadores do nosso Clube.
Mande o desenho para os seguintes endereços:
Rua Henrique Drumont 71 ap: 402 A/C  Wilder Vargas ou para a Rua Visconde de Niterói 298 casa 12 A/C Luis Oliveira.
Luís Oliveira, Secretário RJ (26/04)

RESULTADO
É com prazer que escrevo para esta coluna, para divulgar o resultado do Concurso que a Torcida Vaspanema fez para escolher um desenho, para ser imprimido em nossas camisas. Aqui está o resultado dos cincos primeiros colocados, e agradecemos a todos aqueles que nos mandaram sua colaboração e deixamos aqui nossos abraços amigo e um sincero muito obrigado.
Os cinco primeiros deverão entrar em contato conosco para procurar os seus prêmios, são eles: 1º lugar: Solange Márcia Zagnolli, 2º Maria Auxiliadora de Andrade, 3º Rogério Dias Pio (BH), 4º Clóvis Ribeiro Maciel (SP) e o 5º Giovania Márcia Zagnolli.
Sérgio Zagnolli e Weider Meneses, Diretores, RJ (05/09)
O desenho ganhador foi da minha maninha Solange Márcia Zagnolli que fez o desenho da Sereia, o Símbolo de Ipanema e da nossa Garota de Ipanema e agora o símbolo da nossa Torcida Vaspanema
O nosso lema é “Fé e Vitória” e será imprimido em nossas camisas, justamente com a Sereia.
Sérgio Zagnolli, Presidente da Vaspanema (30/09)
Fonte: Jornal dos Sports 26 de Abril, 05 e 30 de Setembro de 1978

Vaspanema Jornal dos Sports 1978

Vaspanema Jornal dos Sports 1978

Vaspanema Jornal dos Sports 1978

Vaspanema 1978

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

FORÇA JOVEM 1977: PARABÉNS PRA VOCÊ.... SUELI

A Força Jovem do Vasco, através de seu Chefe Ely, todos os membros da Diretoria e demais integrantes vem a coluna do Bate Bola felicitar a Sueli Araujo, nossa Diretora Social, pela passagem de seu aniversário no dia 02 de Agosto.
Para aqueles que não a conhece, ela é uma garota que está sempre brincando, sempre sorrindo, quando em nossas caravanas nos jogos do Vasco, ela torna o ambiente ainda mais alegre... ela é uma verdadeira amiga e colaboradora junto a Torcida.
Sueli, que em cada ano na data de 02 de Agosto, você continue a mostrar toda esta simpatia e amizade que durante todo o tempo que conosco vive soube fazê-lo, e que em cada ano você possa conseguir tudo de bom que desejar.
A Força jovem juntamente com seus familiares pede a Deus que te de muita saúde e felicidade, e este Deus que um dia falou:
“Amai-vos uns aos outros...Assim como eu vos amei...” A Força Jovem, com todo carinho a você também fala:
“A amizade é como o amor... Por isso que todos juntos te amam...” Parabéns para você...
Márcia, Departamento de Relações Públicas, Força Jovem do Vasco.
Fonte: Jornal dos Sports 11 de Agosto de 1977

Força Jovem Jornal dos Sports 1977

Força Jovem Sueli Araujo