sexta-feira, 21 de julho de 2017

VASQUINTINO 1977: HINO DA VASQUINTINO

Ai vai, simpatizantes da Torcida Vasquintino, a nossa “Melô da Vasquintino”, de autoria de Júlio César e Renato (STER)
A Torcida Vasquintino
É um barato
Com muito amor
Torcemos pelo Vasco (BIS)
Nossa alegria é contagiante
A bateria não para um instante
Com moças e crianças
Todos a gritar
Que o Vascão
Está botando para quebrar.
Renato Zarazilha. Relações Públicas.
Fonte: Jornal dos Sports 01 de Abril de 1977

Vasquintino Jornal dos Sports 1977

Vasquintino Jornal dos Sports 1977

quinta-feira, 20 de julho de 2017

VASCAÇO 1975: FUNDAÇÃO

Um grupo de leitores Vascaínos deste Jornal e Vascaínos de Volta Redonda, que estão sempre em todos os jogos do Vasco, resolveu criar uma Torcida Organizada com o nome de Vascaço, com uma rapaziada com muita força de vontade e grande otimismo. 
Para o Campeonato Brasileiro é possível que tudo esteja pronto e iremos ao Mário Filho e São Januário para dar mais força ao time Vascaíno.
A ideia de organizar a Vascaço foi de três jovens (Paulinho, Minhoca e Bino).
Já contamos com a colaboração de vários torcedores, mas esperamos muito mais Vascaínos da Cidade do Aço.
Sabino Cunha Filho, Volta Redonda
Fonte: Jornal dos Sports 16 de Agosto de 1975

Vascaço Jornal dos Sports 1975

Vascaço plástico 1975

quarta-feira, 19 de julho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 2015 O RESPEITO VOLTOU. SERÁ?

                       “A Força Jovem do Vasco, perde um símbolo de dignidade, de respeito”
                                           Francisco Carlos sobre a morte de Marcelo He-man

2015                 O Respeito Voltou. Será?

        Ao retornar a presidência do clube, Eurico Miranda prometia que o passado recente com dois rebaixamentos deveria ser creditado a Roberto Dinamite e que com ele seria muito diferente. A conquista do título carioca de 2015, depois de 11 anos de jejum, chegou a animar parte da torcida que acreditou no lema do “novo” comandante que afirmava categoricamente: “O Respeito Voltou”.
            Quem também fazia uma campanha para se reerguer era a Força Jovem punida até 2016, enfrentando inúmeras divisões internas e perseguições de várias ordens. Mas a tensão entre os grupos opositores permanecia. Um cordão de isolamento, contando com a proteção de cerca de 10 policiais, separou os diferentes segmentos em um jogo em São Januário. A dissidência se dava pelo apoio - ou não - ao atual presidente do clube, Eurico Miranda.
A campanha da imprensa contra a torcida continuava. Uma notícia de que seus membros foram até São Januário assistir um treino motivou a preocupação do novo comandante do GEPE, o Major Silvio Luis, que mandou apurar os fatos pois a torcida estava impedida de qualquer ato público. Em resposta a agremiação emite uma nota ressaltando: “o nosso Departamento Jurídico, está trabalhando INCESSANTEMENTE para que o nosso DIREITO CONSTITUCIONAL de ir e vir, possa voltar a ser LEGÍTIMO! Estamos trabalhando pela PAZ na torcida e com os nossos sócios atendendo todas as normas do GEPE e do Ministério Público!”
Mesmo proibida de freqüentar os estádios os integrantes da Força Jovem participaram de um confronto no bairro do Méier contra torcedores do Fluminense em fevereiro, levando a polícia a prender 118 pessoas.
No início de maio finalmente o clube voltava a vencer um campeonato carioca. Depois de eliminar o Flamengo, o Vasco vence o Botafogo na final com destaque para o imenso mosaico da torcida no Maracanã escrito em todo o Setor Sul “o Maracanã é nosso desde 50”. Era uma resposta à diretoria do Fluminense que insistia em ficar do lado direito após a reabertura do Maracanã em 2013.
Nesta época, Bernardo Holanda e Rosana Teixeira lançavam o livro “A voz da arquibancada. Narrativas de lideranças da Federação de Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro (FTORJ)”. O trabalho era o resultado da formação de um banco de entrevistas de História Oral sobre as torcidas de futebol do Rio de Janeiro. Os relatos das lideranças da FTORJ foram gravados entre julho de 2010 e janeiro de 2014, no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, o CPDOC, da Fundação Getúlio Vargas. A Federação contava com a adesão de dez associações, sendo duas do Vasco: Força Jovem e a Ira.
Com apoio de diversos setores da sociedade foi organizado na Fundição Progresso (RJ), o Primeiro Encontro de Conscientização pela Paz nos Estádios, organizado pela ANATORG que contou a presença massiva de lideranças das famílias da FJV. Um dos organizadores foi Felipe Lopes (USP - Universidade de São Paulo) que realizava um estudo sobre o comportamento dos torcedores organizados em todo mundo.
Em junho veio a triste notícia do falecimento precoce do ex-presidente da Força Jovem, Marcelo He-Man, aos 39 anos, vítima de câncer. O torcedor recebe uma justa homenagem de diversas torcidas do Vasco através de seus sites. Eis alguns relatos: GDA, “uma das maiores referências na arquibancada vascaína”; Força Independente, “INESQUECÍVEL PRESIDENTE”; Pequenos Vascaínos, “Um mito, um ídolo, o maior presidente da história da Força Jovem”; Ira Jovem, “íntegro, inteligente e que sempre vislumbrava novos e bons caminhos” e a própria Força Jovem: “Se houve na história das Torcida Organizadas, alguma Torcida independente, essa foi a FORÇA JOVEM DE MARCELO HE-MAN”.
No dia 26 de Junho de 2015 o desembargador Mauro Pereira Martins organiza um evento chamado “I Encontro Nacional pela Paz no Futebol”, realizado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com a presença do GEPE e de diversas torcidas organizadas do Rio de Janeiro.
Imbuídos no espírito de união e amizade de tempos passados o grupo dos “Dinossauros” intermediou uma reunião entre os dois grupos da FJV para tentar extinguir de vez as desavenças que se arrastaram nos últimos anos. Tudo parecia resolvido e apaziguado mas algumas semanas depois os “Dinossauros” emitem uma nota de desagravo com a quebra das promessas e a continuação dos conflitos pessoais. Daí “esclarecer a todas as Famílias que tentamos,  mais não querem ajuda,  estão cegos pelo poder a ponto de faltar com a palavra o bem mais precioso de um homem.  E isso é inadmissível!!!!
Em julho a discussão que retornou no futebol carioca era a polêmica sobre o local das torcidas no Maracanã no clássico entre Vasco e Fluminense. Como o tricolor fazia questão de ficar no local tradicional dos vascaínos (a direita da tribuna – SETOR SUL), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tomou uma medida drástica e decretou que apenas uma torcida comparecesse ao duelo, no caso, a torcida do Fluminense. Neste ano a polêmica começou no campeonato carioca que teve o jogo transferido do Maracanã para o Engenhão. Isto tudo contribuiu para a retomada da polêmica de clássicos com torcida única, seguindo o que já havia acontecido em Minas Gerais e no Paraná.
No fim do ano (outubro) é feita uma reunião entre membros da situação e da oposição e fica estabelecido a formação de um Conselho composto por 4 diretores da situação da torcida e 4 diretores da antiga oposição, que irão gerir este Grêmio até março de 2017 quando realizariam novas eleições. O motivo do acordo entre os grupos dissidentes foi uma reunião entre o Movimento Tudo Mudou, o Ministério Público e o Grupamento Especial de Polícia em Estádios. Foi relatado pela promotora de que o maior problema e preocupação atual das autoridades do Estado do Rio Janeiro não eram as brigas de torcidas de clubes distintos, mas sim pela guerra interna na Força Jovem nos eventos do C. R. Vasco da Gama. Além disso foi cogitado também um plano de prisão em massa a ser efetuado pelas Polícias Militar e Civil, através do Setor de Inteligência, sobre acusações de crimes inafiançáveis como formação de quadrilha e tentativa de homicídio
Antes da última partida do campeonato brasileiro, a Torcida União Vascaína escreve uma carta para o atacante Nenê, o principal jogador do time. Ele lê para o time pouco antes de entrar no gramado na partida decisiva para evitar um novo rebaixamento: “Vocês entrarão em campo, representando mais de 20 milhões de torcedores, e a esperança de todo esse povo, está nos pés e na atitude de cada um de vocês, pedimos seriedade e a responsabilidade de todos vocês, e vocês sabem que compramos qualquer briga em favor de vocês, e o apoio por parte da torcida do Vasco não vai faltar no Couto Pereira. Essa que é a última batalha de uma guerra que será vencida por todos nós, vocês no campo, e nós os apoiando da arquibancada”.
Após a derrota para o Coritiba e o terceiro rebaixamento em menos de 10 anos, o presidente Eurico Miranda se apresenta de forma humilde, uma cena rara em sua biografia, e assume a inteira responsabilidade pela pífia campanha do time.
 Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.

Vasco 2015

Vasco 2015






terça-feira, 18 de julho de 2017

FORÇA JOVEM 1979: 10 ANOS DE ELY MENDES COMO CHEFE DE TORCIDA

A Torcida do Vasco está em festa. 
Uma alegria que se espalha e contagia todas as Torcidas do futebol do Estado do Rio de Janeiro, confirmando a união que existe nas arquibancadas. 
E o Salão de Troféus do Vasco, em São Januário, receberá a visita de Vascaínos, rubro-negros, tricolores, americanos, enfim, de todos, para o coquetel que marcará os dez anos de Ely Mendes na Chefia da Força Jovem (obs: dois anos na TOV de 1969 a 1971 e oito na Força Jovem de 1971 a 1979).
Filho único de uma família que não ligava muito ao futebol - todos preferiam o hipismo – carioca do Flamengo, Ely Mendes começou a frequentar os Estádios despertado por aquele timaço do Vasco de 1950. 
Tornou-se Vascaíno, segundo conta, pela beleza do escudo Vascaíno. 
Garoto, ainda, passou a acompanhar a Torcida em todos os campos. 
Vibrava com o talo de mamão de Domingos Ramalho e com o trabalho de Dulce Rosalina.
E foi exatamente no lugar de Dulce Rosalina, quando a Chefe da Torcida Vascaína se machucou naquele jogo Vasco x Corinthians, que Ely assumiu pela primeira vez, a chefia da Torcida Vascaína (TOV). Ficou dois anos, até ela voltar. 
Foi, então, que a Força Jovem decidiu convida-lo para chefiar aquela facção, que se tornaria uma das mais empolgadas entre todas as facções Vascaínas.
Sócio do Vasco desde 1968, Ely Mendes tem o orgulho de mostrar que a Força Jovem do Vasco tem três mil sócios e de lembrar que ela já venceu muitos Concursos de Torcidas, inclusive aqui mesmo, no Jornal dos Sports. (24/06)
Antes da partida Ely Mendes, Chefe da Torcida Força Jovem, foi homenageado pelas Torcidas de outros Clubes, além de outras facções do próprio Vasco, com uma Placa de Prata pelos seus dez anos de liderança. (25/06)
Fonte: Jornal dos Sports 24 e 25 de Junho de 1979
OBS: Ely Mendes ficou 18 anos a frente da Força Jovem (1971 a 1989)

Força Jovem Jornal dos Sports 1979

Força Jovem Jornal dos Sports 1979

segunda-feira, 17 de julho de 2017

TORCIDAS DO VASCO 1977: CONCURSO AS DEZ MAIS DA TORCIDA DO VASCO DE 1977

Tomando por base as observações de um júri, formado por cinco experts, no início do ano, para apontar as dez mais, facções de Torcida do Vasco que mais se destacaram nas arquibancadas dos Estádios onde o Almirante se apresentou nesse Campeonato Estadual, publicamos hoje o resultado final:
- A mais numerosa: Força Jovem
- A mais animada: (empate) Vasteles e Vasconeto de Coelho Neto
- A mais uniformizada: Força Jovem
- A mais original: Vascocota
- A mais criativa: TOV
- A melhor bateria: Pequenos Vascaínos
- A mais simpática: Vaskennedy
- A mais fiel: TOV
- A mais disciplinada: Pequenos Vascaínos
- A mais embandeirada: TOV
Merecem também citação, com menção honrosa, as seguintes facções: Vascaço, Vasco Real, Renovascão e Vasquintino.
Ricardo, Luíz, César, Angela e Maria do Carmo – Comissão Julgadora
Fonte: Jornal dos Sports 02 de Outubro de 1977

Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1977

Pequenos Vascaínos, Vasquita, Vasco Itaguai Revista Placar 1976

TOV Maracanã 1978

domingo, 16 de julho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 2014 O MARACA É NOSSO

                          “Vou subir a Colina para ver meu amor, vou ver meu Vasco jogar”
                                                                                         Fernanda Abreu cantora

2014                      O Maraca é Nosso

        Juninho havia previsto sua despedida do futebol jogando o campeonato carioca de 2014 mas no final de janeiro, em razão de sucessivas lesões, o jogador resolve, aos 39 anos, abandonar o futebol para a tristeza de seus inúmeros admiradores. Na mesma época falecia o jornalista da Rádio Tupy, Jorge Nunes. Irreverente e com uma linguagem popular, o comentarista fazia questão de participar dos debates esportivos defendendo com orgulho o seu time do coração.
Ainda no início do ano a Força Jovem era novamente punida com a extensão da pena de não comparecer aos jogos por um ano. Para o sociólogo Mauricio Murad, a medida era ineficiente pois faltava uma articulação das diferentes esferas públicas, envolvendo também federações e clubes e se criar um verdadeiro plano nacional contra a violência. Para piorar a situação os problemas dentro da torcida continuavam com a disputa entre os grupos rivais:.
        No ano da Copa do Mundo no Brasil não faltaram estudos sobre o futebol e o tema do fenômeno das torcidas continuou predominando. O sociólogo Bernardo Hollanda, escreve um antigo sobre as mudanças com o surgimento de um novo estilo de torcer em UMA ANÁLISE DAS NOVAS DINÂMICAS ASSOCIATIVAS DE TORCER NO FUTEBOL BRASILEIRO[1]. Nele é feito uma análise histórico-sociológica de compreensão da atuação desses subgrupos contestando a visão corrente da grande imprensa e de outros setores da sociedade segundo a qual a violência seria uma patologia social inerente aos membros das torcidas organizadas – com os pejorativos “vândalos”, “bárbaros” e “irracionais”. Para Hollanda, as várias pesquisas já apontavam para a necessidade de apreender as transformações internas por que vêm passando as torcidas organizadas nos últimos anos. Em paralelo ao crescimento e à intensificação das brigas fora dos estádios, novos agrupamentos de jovens torcedores surgem nas arquibancadas, com a proposição de um discurso antagônico ao das torcidas tradicionais.
            Pouco antes da Copa do Mundo de 2014, uma briga entre as torcidas de Flamengo e Corinthians, válida pela segunda rodada do campeonato brasileiro com transmissão pela televisão, não teve a mesma punição que os vascaínos sofreram. Em nota, a Força Jovem lamenta que a repercussão e a punição tenham sido nulas:a nossa INDIGNAÇÃO, NENHUM VEÍCULO de COMUNICAÇÃO, noticiou a "CONFUSÃO GENERALIZADA", envolvendo as DUAS MAIORES ORGANIZADAS do Flamengo! Para nós, não é nenhuma SURPRESA, pois esta MÍDIA COMPRADA FAZ O POSSÍVEL E IMPOSSÍVEL para PROTEGER O SEU TIME QUERIDO E DO CORAÇÃO!” Também a Guerreiros do Almirante sai em defesa de uma lei igual para todos: “não entendemos o silêncio da Grande Mídia e do "guardião da justiça" Paulo Schmidt diante da briga ocorrida no Pacaembu, no dia 27 de abril de 2014, entre Corinthians x CRF, onde a Torcida do Clube "roubado é mais gostoso" se confrontou entre si, com direito a imagens de selvageria, furtos e agressões!
Onde esta a ISONOMIA? Onde esta a Justiça?”, conclui o protesto.
Mesmo sem enfrentar o Flamengo no campeonato brasileiro de 2014, a torcida vascaína não esqueceu do rival depois da Copa do Mundo e aproveitou para fazer uma paródia da música cantada pela torcida da Argentina para provocar os brasileiros, "Decime qué se siente". Na letra não faltam lembranças de vários carrascos: Cocada, Pedrinho e Edmundo. Mas a provocação maior é o fato dos rubro-negros não terem um estádio próprio. A aproximação da torcida vascaína com os argentinos se deu na final da Copa do Mundo. Antes dos argentinos o contato tinha sido com os chilenos, quando a GDA  apareceu em imagens ao lado de membros da Barra Brava Los de Abajo, da Universidad de Chile, que vieram ao Rio assistir sua seleção jogar contra a Espanha”. Depois foi a vez dos Guerreiros do Almirante e da Ira Jovem, receberam em São Januário a principal Torcida Organizada (Barra) do Boca Junior, a La Doce (La 12), antes da grande final no Maracanã entre Alemanha x Argentina.
        A novela Império da Rede Globo foi o grande sucesso da dramaturgia neste ano. No papel principal o ator Alexandre Nero interpretando um rico empresário manifesta em diversos capítulos seu amor pelo clube do coração: o Vasco. Em um dos episódios ele comenta o seu interesse em patrocinar o clube que vivia no mundo real uma grave crise financeira. Outros dois personagens demonstram que eram vascaínos: sua filha, vivida pela atriz Leandra Leal e o dono do bar, interpretado por Jackson Antunes.
Em novembro Eurico Miranda retorna a presidência do clube ao vencer as eleições com mais de 50% dos votos válidos dos vascaínos. O ex-presidente derrotou os candidatos Roberto Monteiro, pela chapa Identidade Vasco, e Julio Brant, pela chapa Sempre Vasco. No dia seguinte da vitória de Eurico Miranda o responsável pelo “blog da Fuzarca” lamenta o resultado pois as pesquisas na Internet preferiam, com maioria absoluta (70%), a vitória de Julio Brant: “A vitória do Eurico Miranda é uma prova cabal do desencontro entre o que pensa o torcedor – ávido por mudanças, simpático à ideia de profissionalização do futebol e a democratização do clube – e o eleitor médio vascaíno, em grande parte conservador, tradicionalista e que não trocaria nunca o conceito vago de “impor respeito” por uma administração mais transparente”.
A eleição ocorre próximo da volta do clube para a Série A. No dia 8 de novembro 50.000 pessoas prestigiavam o time na vitória contra o ABC no Maracanã, mas a classificação viria alguns dias depois (dia 22) em um sofrido empate diante do modesto Icasa também no Maracanã, diante de um público de mais de 56.000 pessoas que vaiaram impiedosamente o time, apesar da classificação.
            Um dos poucos jogadores poupados pela torcida nesta temporada foi o volante argentino Guiñazu com seu estilo aguerrido, ele foi uma das raras exceções a ter seu nome gritado pelos torcedores que o chamavam de PItbull. O argentino de 36 anos e contrato com o Vasco até julho do ano que vem, já demonstrou vontade em ficar no Vasco e deseja até mesmo encerrar a carreira no clube.
            A revista norte-americana Times escolheu as 34 imagens mais marcantes em todo o mundo no ano de 2014 e, uma das fotos faz referência a um simbólico torcedor vascaíno, chamado Caíque. A reportagem destaca a fé do conhecido torcedor dos vascaínos, cujo nome verdadeiro é Carlos Henrique, trazendo a seguinte legenda: “Em todo jogo disputado pelo clube do Rio Vasco da Gama, Carlos Henrique do Nascimento carrega um cartaz em que se lê “fé” e uma planta que alguns torcedores acreditam trazer sorte (são os galhos de arruda que ele carrega)”.
O Brasil encerrava em 2014, mais uma vez, como a nação que mais ocorreram crimes por causa de futebol em todo o mundo. Este ano foram 18 mortes motivadas por rivalidades clubísticas, como atestam números oficiais tabulados pelo professor e sociólogo Mauricio Murad. De nove medidas anunciadas pelo governo depois de Joinville, apenas uma foi executada (o cadastro de torcidas organizadas) - diz Murad[2]. As outras medidas anunciadas continuam apenas no papel: criação de um guia de procedimento de segurança para atividades esportivas; Juizado de torcedores e delegacias especiais; segurança integrada; qualificação dos estádios; câmara técnica e estatuto da segurança privada nos estádios; e maior responsabilização dos clubes
2010: 12 pessoas Morreram por causa de futebol no Brasil.
2011: 11 pessoas Tiveram a morte comprovadamente ligada a rixas de torcidas.
2012: 23 pessoas Foram mortas por torcerem por times diferentes. Nesse ano, a violência do futebol dobrou.
2013: 30 pessoas Foram assassinadas por torcedores rivais. Foi o maior número da História.
2014: 18 pessoas Morreram por causa de futebol no Brasil. A redução se deveu à pausa para a Copa do Mundo
 Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte: Recorde: Revista de História do Esporte Artigo Volume 7, número 1, janeiro-junho de 2014, p. 1-3 Hollanda, Azevedo e Queiroz.
[2] Fonte: Novanews em 29 de Dezembro de 2014.

Vasco Maracanã 2014

Vasco Maracanã 2014


sábado, 15 de julho de 2017

TORCIDAS DO VASCO 1982: CONVOCAÇÃO GERAL FINAL DA TAÇA GUANABARA

A ASTOVA, Associação das Torcidas Organizadas do Vasco, informa que estamos preparando tudo para o jogão contra o Flamengo no próximo dia 19 de Setembro, onde comemoraremos o Título de Campeão da Taça Guanabara.
A TOV e Pequenos Vascaínos, já tem milhares de bandeiras prontas, além de toneladas de papel picados e rolos de papel higiênicos. Por isso, estamos convocando todos os seus torcedores para imprensarem a Torcida do Flamengo.
A Vasco Raça e Vasconçalo fretaram uma Barca, que foi denominada de Nau Vascaína, e avisa que todos que estiverem devidamente uniformizados, participarão da travessia Rio-Niterói.
Por seu turno, a Vasguaçu comunica que 50 ônibus foram fretados para este jogão, Maiores informações com o Jorge.
Já a Torcida Uniformizada fará uma grande passeata do Grajaú até o Estádio Mário Filho, com centenas de automóveis.
O meu amigo Sérgio, com a sua Vaspanema, agitará desde cedo o Bairro de Ipanema, com lindas gatinhas de biquine vestindo a camisa da Torcida se deslocando para o Estádio.
A Vasbicão, Vaskilha, Furacão da Colina e Motivascão estão preparando muitas novidades e convocam seus componentes para colaborarem.
Paulo de Castro, São Cristóvão.
Fonte: Jornal dos Sports 13 de Setembro de 1982

TOV Maracanã fonte Almanaque do Vasco 1982

sexta-feira, 14 de julho de 2017

VASPAVUNA 1977: INAUGURAÇÃO

Vimos por meio desta comunicar a inauguração da Torcida Organizada  Vaspavuna, que será no próximo dia 27 de Novembro de 1977.
A referida Torcida, terá como Diretoria os seguintes membros.
Presidente: Antônio Augusto de Carvalho
Vice Presidente: Manoel Veríssimo
Secretário: Ventura Caldas Rodrigues
Tesoureiro: Nilo Dias
Chefe de Torcida: Isaías Fernandes e outros.
As festividades de inauguração serão as seguintes:
6 Horas: Alvorada
8 Horas: Missa na Igreja da Pavuna
12 Horas: Saída para São Januário
13 Horas: Batismo da Torcida com Zé Mário apadrinhando a Vaspavuna
A passeata da Vaspavuna será dia 20 de Novembro de 1977 e contará com o apoio da Torcida Vasteles, a qual partirá com o seu ônibus, para abrilhantar mais este acontecimento.
A passeata passará pelas principais ruas do Bairro.
Torcida Organizada Vasteles
Fonte: Jornal dos Sports 20 de Novembro de 1977

Vaspavuna Jornal dos Sports 1977

Vaspavuna São Januário 1977

Vaspavuna carteirinha 1977

Vaspavuna São Januário 1981



quinta-feira, 13 de julho de 2017

IRA JOVEM 2017: 2º ARRAIÁ DAS IRAQUIANAS

Você não vai ficar de fora dessa vai?
2º Arraiá da Província Feminina
Dia 29 de Julho de 2017, a partir das 18 horas
Local: Estacionamento de São Januário (em frente a Social do Clube)
Comidas Típicas, bebida liberada.
Pula-Pula para as crianças
Pescaria e muito mais
Para adquirir seu ingresso, basta procurar a Liderança da Feminina em dias de Jogos ou a Liderança da sua Província.
Você torcedor Vascaíno pode chegar também, não é um evento apenas para a IRA é um evento para todos nós Vascaínos, traga sua família e venha prestigiar mais um Arraiá conosco.
Valores
Masculino: 40,00 (Antecipado )
Feminino : 15,00 (Antecipado)
Maiores informações com a Página da Feminina
https://www.facebook.com/ijvfeminina

Ira Jovem 2º Arraiá das Iraquianas 2017

Ira Jovem 2º Arraiá das Iraquianas 2017

quarta-feira, 12 de julho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 2013 VASCAÍNOS NA REDE

                                                                                    “Não vai ter Copa e vai ter luta”
                                                                                          Manifestações em junho

2013                    Vascaínos na Rede
        Para quem acreditava que o brasileiro era um povo acomodado e a internet só servia para manter as pessoas alienadas em suas redes sociais, teve que refazer seu pensamento pois o ano foi marcado por intensas manifestações e a as novas formas virtuais de comunicação se mostraram canais eficientes de propagação de cidadania.
O sucesso da internet ampliou as oportunidades dos usuários de todo o mundo entrar em contato com as informações de uma nova forma revolucionado o comportamento, os costumes e as tradições no modo do torcedor acompanhar o seu clube do coração. Imagens raras e conteúdos de pouca circulação passam a ser exibidos em sites de vídeos como o Youtube, por exemplo. Milhões de imagens são produzidas com o barateamento das máquinas de filmar e fotografar, gerando uma nova memória coletiva através de um conteúdo fantástico de cenas dos torcedores nos estádios quase que instantaneamente. No entanto, um novo conjunto de práticas de crimes virtuais também se propagam estimulando a intolerância e o acirramento dos conflitos entre os torcedores. Cenas de brigas passam e ser exibidas ostentadas como troféus virtuais. Xingamentos e ofensas nas redes se tornam corriqueiros.
            Com a ampliação da banda larga no país se multiplicam os blogs de torcedores e os tradicionais sites do Vasco aumentam suas receitas modificando a forma de comunicação entre o público consumidor de noticias esportivas que tem maior possibilidade de escolha. Finalmente os torcedores podem conhecer objetos que eram guardados como relíquias pelos colecionadores particulares. Crescem as publicações que exaltam a história do clube. Toda uma rede se prolifera com troca de mensagens entre vascaínos de diversos locais do planeta.
            É pela internet e nas ruas que desde o início do ano são realizados atos contra a CBF (e o seu presidente Ricardo Teixeira) e contra a FIFA, acusada de interferir nos interesses nacionais, além das constantes denúncias de superfaturamento das obras dos novos estádios apareciam na imprensa. Diversos setores da sociedade se manifestavam contra as arbitrariedades que se faziam em nome da Copa de 2014. Uma série de obras no entorno do Maracanã previa a destruição de uma escola conceituada e de diversos equipamentos esportivos tradicionais. Contra isso os torcedores foram convocados para um protesto em março com os uniformes de seus clubes. Cerca de 500 pessoas se reuniram na Praça Saens Peña, na Tijuca e caminharam até o Maracanã. O ato intitulado A CIDADE É NOSSA! tinha o objetivo de denunciar o processo de privatização de diversos espaços públicos da cidade, como a Marina da Glória e o Maracanã. No entorno do estádio, estava prevista a destruição da Escola Friedenreich, da Aldeia Maracanã, do Estádio de Atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Julio Delamare para a construção de lojas, bares e estacionamentos para servir a um shopping gerido pela empresa ganhadora da licitação.
            Ainda no mês de março seis integrantes da FJV foram presos acusados pelo assassinato de um torcedor do Flamengo em maio de 2012. Eles foram denunciados pelo Ministério Público pelo crime de homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima).
            No começo de abril a Força Jovem promove o "Protesto Público Zero" em São Januário, em frente as sociais do clube, antes do jogo Vasco x Friburguense. Contando com cerca de 500 pessoas não ocorreu qualquer tipo de ato hostil, brigas, confusões ou transtornos graves. O alvo maior foi a administração de Roberto, acusando-o de um mau gestor: “o atual quadro de funcionários é praticamente mais que o dobro do que uma empresa que fatura. Além disso a qualificação de muitos que ali estão, está muito abaixo de qualquer tipo de exigências para os cargos que muitos ocupam”.
Neste período a antropóloga Rosana Teixeira escreveu um artigo que analisava as “novas torcidas”, entre elas a Guerreiros do Almirante, refletindo sobre o surgimento dos movimentos populares de torcedores no Rio de Janeiro, especialmente a partir de fevereiro de 2006. Inspirados nas “barras bravas” sul-americanas, especialmente naquelas vindas da Argentina, revelavam discordâncias em relação ao tipo de ação das torcidas organizadas, defendendo uma forma de sociabilidade torcedora distinta que parece indicar novos sentidos atribuídos à paixão pelo futebol. Os novos agrupamentos torcedores definiam-se como movimentos de arquibancada, sem rixas, que pretendiam inaugurar um “novo conceito de torcida”.
O livro “Hooliganismo e a Copa de 2014”, organizado por Bernardo Borges Buarque de Hollanda e Heloisa Helena Baldy dos Reis, apresentava uma série de artigos sobre a expectativa com todas as mudanças trazidas pela Copa do Mundo, como os novos estádios – ou “arenas” e os velhos problemas nas arquibancadas. Outra investigação acadêmica é a de Thiago Moreira da Silva em sua pesquisa de mestrado na Fundação Getúlio Vargas (RJ) com o título “A Bancada da Bola no Legislativo Carioca”, analisando a trajetória de diversos políticos cariocas que tiveram sua origem no esporte. Do Vasco se destacam o deputado estadual Roberto Dinamite, eleito várias vezes nestes anos e o vereador Roberto Monteiro, ex-líder da Força Jovem.
O campeonato brasileiro começou no final de maio e foi até o início do mês de junho quando foi interrompido na quinta rodada para a disputa da Copa das Confederações, antecipando o clima festivo da Copa do Mundo com uma grande campanha nacionalista pela imprensa. No entanto, o mês de junho seria marcado por uma gigantesca onda de manifestações em várias capitais do país, especialmente aquelas que sediavam os jogos da Copa das Confederações (disputada em todo este mês). Os protestos que tinham como objetivo inicial barrar o aumento das passagens dos transportes municipais, logo ganharam outras conotações com destaque para o questionamento dos gastos em obras voltadas para a Copa do Mundo em 2014. Os manifestantes apontavam em seus cartazes as contradições com os milhões investidos nos novos estádios (“arenas”) sem trazer maiores benefícios a população brasileira que continuava sofrendo com a baixa qualidade nos serviços essenciais.
O “Novo Maracanã” foi o alvo de um grande protesto no dia 20 de junho, simbolizando uma luta contra a transformação do futebol-negócio em detrimento dos torcedores para elitizar o perfil de seus frequentadores com a elevação do preço dos ingressos, a relação escusa entre o governo e o consórcio OLX/ Odebrecht, o controle de uma entidade estrangeira (a FIFA), e os abusos promovidos pela Lei Geral da Copa. No final um cordão de isolamento feito pela polícia impediu os manifestantes se aproximarem do estádio.
A vitória incontestável da seleção brasileira da Copa das Confederações trouxe o fortalecimento do sentimento nacionalista reforçado pelo canto à capela dos torcedores nos estádios de todo o hino e não apenas os 30 segundos determinados pela FIFA, sendo uma das marcas sonoras nos estádios em meio aos protestos do lado de fora.A final disputada no Maracanã, entre Brasil e Espanha, no domingo do dia 29 de junho de 2013, assistiu a intensos embates nas cercanias do estádio. Valendo-se da crítica aos gastos governamentais e da suspeição de corrupção por parte dos promotores do evento, manifestantes investiram em ações vandálicas contra a polícia, em trocas recíprocas de pauladas, pedradas, bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha”[1].
Com a reabertura do Maracanã para os clubes cariocas após a Copa das Confederações, uma polêmica logo contagiaria os dirigentes e as torcidas de Vasco e Fluminense. Tudo por causa da atitude dos cartolas do tricolor de escolherem ficar no lado direito das tribunas (local tradicional do Vasco). Apesar de ficar no lado esquerdo, a alegria dos vascaínos com a vitória sobre o tricolor por 3 a 1 só não foi maior que a de Juninho Pernambucano que voltava a jogar no Maracanã após 12 anos ausente. Sua volta foi em grande estilo, com direito a gol e os gritos da platéia que se vingou dos tricolores com o cântico no fim do jogo “Ôoo, ôôoo, ôôôoo, é o Destino”.
Neste ano o site Ludopedio, destinado a pesquisas sobre futebol, realizou uma entrevista com o professor Silvio Ricardo da Silva que explicou como desenvolveu sua trajetória acadêmica sempre pontuada por seu amor ao futebol e o seu clube de coração: “Vasco é anterior a tudo, é o início de tudo”. Sua relação com o futebol passa principalmente por sua família, em especial seu pai que lhe transmite o mesmo amor ao clube: “minha história com meu pai era de que ele não me contava historias de infância e sim histórias de futebol, sobre o que ele jogou e os feitos do Vasco. Isso foi me contaminando e desde que eu me lembro como gente, cinco, seis anos de idade, eu já frequentava o estádio. Isso foi muito forte na minha historia até hoje”. Para sua pesquisa de doutorado na Unicamp ele utilizou “entrevistas com torcedores, procurando variar idade, organizados, não-organizados onde também um indicava outro, e além disso observação. Ajudou-me muito ter contato com a própria história do Vasco. Eu precisava viver essa historia e falar para o mundo acadêmico essa história”.
O cineasta vascaíno José Henrique Fonseca fazia um documentário sobre o clube justamente na temporada em que o clube vivia uma péssima fase no campeonato brasileiro e era ameaçado de rebaixamento novamente. “Tenho vivido um contraste grande ao trabalhar numa historia tão bonita e o momento atual. Infelizmente, tem hora que a torcida não entende que só deveria ir ao estádio se fosse para apoiar”[2], lamenta o cineasta.
Em outubro as chances de o clube cair já estavam em 55%, segundo o matemático Oswald de Souza. Uma nova derrota para o Goiás provocou protestos da torcida que invade o vestiário em um dia de treino e cobram uma reunião com o diretor de futebol, Ricardo Gomes, e o técnico Dorival Júnior. Após o encontro o grupo vai para a arquibancada e grita "Não é mole, não. Tem cachaceiro jogando no Vascão", para o jogador Rafael Vaz e "Ô, ô, ô, ô, Bernardo é cheirador".
O pior estava por vir com a derrota para o Atlético Paranaense o clube era rebaixado e a transmissão ao vivo para todo o pais do vexame em campo (derrota por 5 a 1) só não foi pior que as cenas violência no estádio que contou com poucos policiais para a segurança dos torcedores. Além de dezenas de feridos, quatro pessoas removidas pela equipe médica foram levadas para o hospital em estado grave.
O confronto entre torcedores de Atlético-PR e Vasco em Joinville ganhou repercussão na imprensa mundial. A última rodada do Campeonato Brasileiro deixou marcas negativas para o país com as imagens para todo o mundo do país que sediaria a próxima a Copa do Mundo no ano seguinte.
Até o final do ano a imprensa esportiva acompanhou o trabalho da polícia e da Justiça que prendeu e processou vários líderes da torcida organizada Força Jovem do Vasco que já haviam se envolvido em um conflito que teve grande repercussão na imprensa com as imagens da TV na briga entre vascaínos e corintianos em agosto, em partida disputada em Brasília.
Após a ação da polícia de 3 estados prendeu 21 torcedores e estava a procura de mais 10, na operação batizada de “Cartão Vermelho”. No entanto, a ASTOVAS (Associação da Torcidas Organizadas do Vasco) lança uma nota defendendo seus torcedores e acusando o Atlético-PR, o Ministério Público e a Polícia de Santa Catarina de serem os maiores responsáveis pelo que aconteceu e acusa a diretoria do Vasco de omissão: “repudiar o tratamento ignominioso que nossos integrantes vem recebendo das ditas autoridades e de parte da grande imprensa, além de cobrar uma postura digna e honesta da atual diretoria Vascaína! Como foi inicialmente mostrado ao vivo, ainda sem possibilidade de cortes e edições farsescas que posteriormente apareceram, os torcedores do Vasco foram abandonados pela PM de Santa Catarina (...) Nós fomos agredidos e se não tivéssemos nos defendido, as conseqüências seriam ainda maiores do que alguns hospitalizados! Qual critério foi usado para deter apenas torcedores do clube carioca?”.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte: Hollanda, Bernardo. “Hospitalidade à Brasileira? A Cobertura Midiática dos Jogos da Copa de 2014 no Maracanã” in A Copa das Copas? Reflexões sobre o Mundial de Futebol de 2014 no Brasil. / organização José Carlos Marques.E-book. São Paulo: Edições Ludens, 2015.
[2] Fonte: O Globo, 20 de setembro de 2013.

Vasco São Januário 2013

Vasco 2013


terça-feira, 11 de julho de 2017

TUV E TOV 1955: TORCIDA VIBROU NO CAMPEONATO CARIOCA DE REMO

Vasco Campeão Carioca de Remo de 1955. (Hexadecacampeonato 1944 a 1959)
Vibrou a Torcida Vascaína em toda linha, com o desempenho dos seus remadores, que mantiveram a hegemonia, pela 12ª vez consecutiva, da canoagem metropolitana. Campeões absolutos.

O Remo é uma das Glórias do Vasco como o Vasco é uma das Glórias do Esporte Nacional. (Revista do Esporte 1960)

Vasco Remo 1955

Vasco Remo 1955

Vasco Remo 1955

Vasco Remo Revista do Esporte 1960

segunda-feira, 10 de julho de 2017

TOV 1948: UM TORCEDOR PODE-SE ENGANAR, UMA TORCIDA, NÃO

Quanto mais se examinar este Fluminense 0 x 2 Vasco, mais semelhanças há de se encontrar com aquele Vasco x Fluminense. A vitória do Fluminense em São Januário parece a muitos maior do que a vitória do Vasco em Álvaro Chaves pela comparação do Vasco naquele match e do Fluminense nesse match. O que era o Vasco e o que é o Fluminense. O Vasco invicto até então, o Fluminense vindo de duas derrotas. Quer dizer, diminue-se a importância da vitória do Vasco, porque o Vasco é o ponteiro do campeonato e o Fluminense não é mais nada disso...
Era a revanche ansiosamente esperada. E só quem viu a Torcida do Vasco cobrindo o gramado de Álvaro Chaves aos pulos, aos gritos, agitando braços, camisas e palitos, é que pode fazer uma ideia do que foi esta vitória para o Vasco...
Um torcedor pode pular em campo, depois de qualquer vitória. Há torcedores que não querem saber se a vitória foi boa ou má, vai logo pulando para o campo, depois que o juiz apita. Quando, porém é a massa da Torcida que entra em campo para carregar jogadores em triunfo, para expressar a alegria da vitória, para gozar realmente a vitória, é que a vitória foi grande.
A multidão nunca se engana depois de um jogo.
Fonte: Jornal dos Sports 07 de Dezembro de 1948

SÓ FALTARAM OS SANDUÍCHES
No final do jogo a Torcida do Vascaína foi gozar a social tricolor. Um verdadeiro carnaval frente as sociais do Fluminense. Flâmulas, cantarolas, gritos, um verdadeiro pandemônio apossou-se dos fãs Vascaínos. O Paes Leme, tricolor doente e inveterado, já suava frio nesta altura e não se contendo exclamou:
- Você vê, Charles? A Torcida Vascaína, está morando dentro do campo, pois há meia hora que estão ai sendo que alguns até se sentaram no gramado...
Nesta altura passava o Gastão Soares que soltou a sua piadinha encabulada:
- É verdade Paes Leme, a Torcida lusitana não pode ver um campo que tem logo vontade de sentar. Pensam que estão num pic-nic, só faltaram os sanduíches...
Coube então a resposta final ao Vascaíno José Araújo:
- Não tiveram sanduíches, porém em compensação fazem um pic-nic tomando sopa....

PALCO DE GUERRA
Assim tivemos o “Rei do Contra” lá em Álvaro Chaves a assistir impassivo os lances emocionantes do clássico número um e findo o match, com a vitória dos Vascaínos, o Príncipe teve de deixar o campo escoltado pela sua guarda de honra, já que o campo de Álvaro Chaves parecia mais um palco de guerra, onde bofetões, correrias e palavras cruzadas tomaram conta das Torcidas. Os adeptos do Vasco, aliás, terminado o prélio, se postaram frente as Sociais tricolores para gozar a derrota, fazendo o mesmo estardalhaço que no turno os fãs do grêmio das Laranjeiras realizaram lá em frente a bancada Social dos cruzmaltinos.

TOV Jornal dos Sports 1948

TOV Jornal dos Sports 1948

TOV 1948

TOV 1948